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Um mundo novo

"A única coisa que me torna especial é que eu corro rápido", diz a estrela Paralímpica Marlou van Rhijn

Por Rio 2016

Dona de três recordes mundiais, a atleta holandesa, conhecida como “Blade Babe”, visita o Rio de Janeiro e sai inspirada para os Jogos Rio 2016

"A única coisa que me torna especial é que eu corro rápido", diz a estrela Paralímpica Marlou van Rhijn

Marlou van Rhijn, com a marca dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 ao fundo, em visita à sede do Comitê Organizador, no Rio (Rio 2016/Clara Batista)

Ela é campeã Paralímpica, bicampeã mundial, dona de três recordes mundiais e desponta como uma das estrelas dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Ao visitar o Rio de Janeiro, na semana passada, a atleta holandesa Marlou van Rhijn, de 23 anos, mostrou que também é um exemplo fora das pistas de atletismo. Em entrevista ao site rio2016.com, a velocista revelou não só seus planos para o futuro, mas contou como chegou até aqui.

“Eu cresci de uma maneira bem normal. Tenho uma irmã mais velha e um irmão mais novo e a gente sempre se deu bem, crescemos de maneira muito parecida. Minha mãe sempre diz que a nossa criação foi exatamente a mesma. Nunca me senti especial por não ter pernas… a única coisa que me torna especial é que eu corro rápido!”, afirmou.

E, de fato, ela corre. Marlou – apelidada de Blade Babe (algo como “garota das lâminas”, em português) – é recordista mundial dos 100m, 200m e 400m da classe T43, que é para atletas com as duas pernas amputadas abaixo do joelho, mas seus melhores tempos em todas as três provas são mais rápidos do que os recordes mundiais da classe T44, voltada para atletas com um único membro amputado abaixo do joelho.

Em Londres 2012, ela foi a única atleta da classe T43 a disputar as provas dos 100m e 200m T44, o que lhe rendeu as medalhas de prata e ouro, respectivamente. Um ano depois, no Campeonato Mundial de Atletismo de Lyon, ela se consagrou campeã nos 100m e 200m. A má notícia para os adversários é que Marlou pretende ser ainda mais bem-sucedida nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

“Espero manter meu título nos 200m, e nos 100m ainda tenho que melhorar. Espero poder ficar animada e feliz, como os cariocas, em 2016, depois de ganhar minhas medalhas”, brinca.

Ao lado da irmã Suzanne, Marlou van Rhijn visitou o Pão de Açúcar: 'A vista é linda, dá pra ver tudo daqui de cima!' (Foto: Arquivo pessoal)


E tudo isso para alguém que entrou no atletismo relativamente tarde, depois de já ter representado a Holanda na natação: foi a apenas dois anos dos Jogos Londres 2012 que Marlou começou a correr.

“Eu nadava desde os 12 anos e, quando fiz 18, resolvi parar. Eu tinha competido minha vida inteira e queria saber como era ficar sem campeonatos, poder estudar mais, sair mais, me divertir mais. Mas eu cansei bem rápido. Em meio ano, decidi voltar a praticar esporte, mas queria fazer algo diferente. Então experimentei o atletismo e gostei muito”, conta a velocista.

Blade Babe ganhou o carinho de uma plateia diferente durante visita ao GEO (Foto: Arquivo pessoal/Facebook)


Marlou esteve no Rio de Janeiro a convite do Comitê Paralímpico da Holanda para visitar unidades do Ginásio Experimental Olímpico (GEO), projeto da Prefeitura do Rio que integra formação acadêmica e esportiva, onde deu palestra para os alunos. Prestes a se formar em economia, a atleta mostra que é um exemplo não só nas pistas, mas também nos estudos.

"Foi muito legal. Não sabia muito bem o que esperar. O que me impressionou muito é que todos estavam sempre sorrindo e dispostos a ajudar. Mesmo os que não sabiam inglês se esforçavam para falar. Fui surpreendida de uma maneira positiva”, afirma Marlou.

Em relação aos Jogos Rio 2016, no entanto, a atleta já sabe o que lhe espera...

“Os Jogos de 2016 serão uma grande festa. Em pouco tempo aqui, vi que o Rio é uma cidade com espírito esportivo, que os cariocas são muito divertidos e animados. Tenho certeza que a torcida vai ser incrível”, diz.