Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

A pergunta de um milhão de dólares do tênis de mesa: como vencer os chineses?

Por Rio 2016

Brasileiros são cautelosos sobre a quebra da hegemonia no esporte, mas o britânico Paul Drinkhall diz que os Jogos Rio 2016 podem ser o ponto de virada

A pergunta de um milhão de dólares do tênis de mesa: como vencer os chineses?

Zhang Jike (esquerda) e Wang Hao em seu caminho rumo à medalha de ouro por equipes em Londres 2012 (Getty Images/Feng Li)

Imagine o cenário: você é um jogador de tênis de mesa que treinou por quatro anos, sonhando em deixar a sua marca nos Jogos Olímpicos. Então, logo na primeira fase, você é sorteado para enfrentar um atleta da China.

Com a hegemonia dos chineses nesse esporte, é até surpreendente que os rivais encontrem forças para pegar sua raquete. Mas eles seguem em frente e alguns já começam a ver uma ponta de esperança. Com o evento-teste do tênis de mesa do Rio 2016 em disputa no Pavilhão 4 do Riocentro, dois atletas e um técnico respondem à pergunta de um milhão de dólares da modalidade: como vencer os chineses?

 

Paul Drinkhall é o campeão dos Jogos da Commonwealth e nº 1 da Grã-Bretanha


Drinkhall em ação no evento-teste do Rio 2016, onde é o único de fora da América do Sul (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

 

Se não pode vencê-los, junte-se a eles…

“Eu fui para a China quando tinha 11 anos e evoluí muito. Foi realmente uma experiência de vida e ajudou muito meu tênis de mesa em termos de me tornar melhor e mais rápido. Eu tive um técnico chinês logo depois disso e trabalhei com ele até meus 22, 23 anos. Então eu sempre tive uma grande influência chinesa no meu jogo e isso certamente me ajudou. Agora é o caso de colocar algumas pequenas coisas juntas para tentar vencer um chinês”.

Luz no fim do túnel

“Você vê cada vez mais nesses dias alguns resultados acontecendo e jogadores europeus, ou atletas que não são chineses, vencendo contra chineses. Não acontece muito em eventos por equipes, mas um jogo aqui, outro lá, está começando a acontecer. Então eu espero que nos próximos anos, possivelmente até no Rio 2016,  tenham equipes e atletas que possam bater os chineses  e alcançar o topo do esporte”.

Qual jogador chinês você gostaria de vencer?

“É o Ma Long, porque ele é o cara que ninguém vence. Ele sempre chega às semifinais e finais dos campeonatos e realmente só perde para outros chineses”.

Estrelas do tênis de mesa da América do Sul e Grã-Bretanha competem no Riocentro

Gui Lin, brasileira mais bem colocada no ranking mundial, defendeu o país em Londres 2012 e nasceu na China

 

Gui Lin tem bagagem para falar sobre as diferenças do tênis de mesa do Brasil e da China (Foto: Getty Images/Warren Little)

 

Como veio da China

“Quando eu tinha 11 anos, um dos técnicos do Brasil estava na China, me viu treinando e perguntou se eu gostaria de conhecer o Brasil. Eu era uma criança curiosa e pensei: legal, eu quero ir. Então aceitei o convite”.

O que é diferente do tênis de mesa da China para o Brasil?

“Na China, eles treinam muito mais nas categorias de base. Então eu cheguei no Brasil em um nível bem alto. Em outros países, crianças aprendem a jogar jogando, participando de campeonatos. Na China é o contrário (eles aprendem treinando). Então quando cheguei no Brasil me faltava experiência em administrar os jogos”.

Como outros países podem bater a China?

“A primeira coisa é acreditar nisso. O resto é trabalhar duro todos os dias, aprender jogando, aprender perdendo, e tornar-se mais forte”.

Coração dividido?

“Eu ainda não enfrentei atletas da China em torneios. Será uma honra jogar contra uma chinesa, pois é o país que domina o tênis de mesa”.

Cariocas encaram feras da seleção brasileira de tênis de mesa na estação Central do Brasil

Hugo Hoyama, seis participações Olímpicas, 10 medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos e técnico da seleção feminina do Brasil

 

Hugo Hoyama foi o técnico da equipe do Brasil que obteve a prata nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015 (Foto: Getty Images/Dennis Grombkowski)
 

 

Missão impossível?

“Olha, bater a China hoje é realmente uma missão difícil. Mas você tem que dar crédito à China,  os outros países estão correndo atrás. Na China, aos cinco ou seis anos,  os melhores jogadores de cada Cidade ficam juntos em centros de treinamento. Essa é a grande diferença”.

No passado

“Houve um tempo em que o time masculino da Suécia teve uma fase muito boa e não havia tantos jogadores tops na China. Mas hoje em dia é muito difícil, os demais países só lutam pela prata”.

Fator medo

“Temos muito a aprender com a China. Mas não é só o nível dos atletas que é mais alto. É que eles têm uma quantidade muito mair de atletas de nível alto. Eles treinam juntos e têm um nível de competição muito alto. Se um jogador não tomar cuidado, pode facilmente ser trocado por outro”.

Alguma esperança para o Rio 2016?

“Para mim, a China tem o ouro garantido no Rio, mas outros países fortes serão o Japão, Coreia do Sul, Hong Kong e alguns outros poucos países asiáticos. Há alguns jogadores europeus que podem causar problemas aos chineses, mas apenas nas disputas individuais”.