A 1.000 dias dos Jogos Paralímpicos, equipe brasileira de futebol de 5 parte para o ataque
Seleção tricampeã entra na contagem regressiva e se prepara para lutar pela quarta medalha de ouro consecutiva em 2016
Seleção tricampeã entra na contagem regressiva e se prepara para lutar pela quarta medalha de ouro consecutiva em 2016
Seleção brasileira treina na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), em Niterói, no Rio (Rio 2016/Alex Ferro)
A 1.000 dias da abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil é o país do futebol... de 5! Soberana absoluta na história Paralímpica, a seleção brasileira pode conquistar no Rio de Janeiro a quarta medalha de ouro consecutiva na modalidade para atletas com deficiência visual. Desde a estreia do esporte nos Jogos, em 2004, a equipe segue imbatível. E para continuar no topo do pódio, comemora o marco da contagem regressiva no melhor estilo dos campeões: em campo.
Além do treino diário dos atletas em seus respectivos clubes, o time se reúne uma vez por mês para uma semana de atividades na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), em Niterói (RJ). Um dos destaques da seleção, eleita a melhor equipe Paralímpica dos Jogos de Londres, é o ala Ricardinho. Autor de lances espetaculares (como o do vídeo abaixo), o gaúcho de 24 anos projeta 1.000 dias de muito trabalho para a equipe.
“A evolução do esporte Paralímpico brasileiro neste ciclo é nítida, tanto em relação à visibilidade quanto ao suporte que estamos recebendo. Tenho certeza que os Jogos Paralímpicos do Rio serão um momento marcante na história do esporte brasileiro. Já estamos entre os dez melhores países do mundo, e nossa meta é ficar entre os cinco primeiro em 2016. O mais importante é que tudo que está acontecendo agora continue após os Jogos e que o nosso esporte possa crescer mais e mais”, afirma o ala da seleção brasileira, que recebeu na noite desta quarta-feira o título de destaque nacional da modalidade no Prêmio Paralímpicos 2013, organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Jefinho acredita que os Jogos Rio 2016 serão um marco para o esporte Paralímpico nacional (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
O técnico Fabio Vasconcelos, goleiro da equipe medalhista de ouro nas edições de 2004, 2008 e 2012, explica como funciona o trabalho para tornar o time cada vez mais qualificado.
“O começo do trabalho, em 2003, exigiu muita dedicação de todos, pois o investimento era bem pequeno. O ouro em 2004, na estreia, foi fundamental, pois deu visibilidade ao esporte e aumentou bastante o apoio e o nível de profissionalismo. Hoje, todos que estão aqui vivem exclusivamente do futebol de 5. Neste ciclo, qualificamos a comissão técnica, que está trabalhando para desenvolver novas opções de padrão de jogo e na melhora da parte física”, explica o paraibano, que como goleiro não sofreu gols nas campanhas Paralímpicas de 2004 e 2012.
Neste ano, a seleção brasileira conquistou o hexacampeonato da Copa América ao derrotar, nos pênaltis, a Argentina, jogando na casa dos rivais. Em 2014, o principal desafio do Brasil será o Campeonato Mundial, título que a equipe conquistou em 2002, 2006 e 2010.