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Um mundo novo

Yusra Mardini e o 41º lugar que vale ouro

Por André Naddeo

Nadadora do Time Olímpico de Refugiados venceu sua bateria e fez Parque Aquático Olímpico vibrar, mesmo ela tendo ficado fora das semifinais dos 100m borboleta

Yusra Mardini e o 41º lugar que vale ouro

Rio 2016/André Naddeo

Ela sabia que seria difícil alcançar a classificação para as semifinais, ou mesmo ter alguma chance de conquistar uma medalha. Mas a empolgação da torcida e a vitória ao menos em sua série já valeram para Yusra Mardini, a primeira atleta do Time Olímpico de Refugiados (TOR) a competir nos Jogos Olímpicos Rio 2016. “Eu sabia que seria difícil”, resumiu sobre o 41º lugar nos 100m borboleta, neste sábado (6), no Parque Aquático Olímpico. 

Com o tempo de 1m09s21, Mardini ficou bem longe de uma vaga entre as 16 classificadas - a última a abocanhar uma vaga para as semifinais, que serão disputadas na noite deste sábado, foi a brasileira Daiene Marçal, com o tempo de 58s15. A sueca Sarah Sjostrom fez o melhor tempo com 56s26. “Já vale muito estar aqui”, disse ainda a atleta Olímpica refugiada. 

Yusra compete no Centro Aquático Olímpico (Foto: Getty Images/Lars Baron)

Ao final da sua série, o close das câmeras na vencedora foi motivo de empolgação nas arquibancadas - a exemplo do que ocorreu na Cerimônia de Abertura, quando o TOR entrou antes do Brasil e foi ovacionado pelos espectadores. 

“Meu objetivo principal são os Jogos Tóquio 2020. Quero treinar bastante para chegar com mais chances”, disse ainda Yusra Mardini, que volta à piscina na próxima quarta-feira para a disputa dos 100 metros livre, última prova para qual obteve vaga no Rio 2016. “Agradeço muito o apoio da torcida, valeu muito a pena estar aqui. Quarta-feira espero que seja melhor”, declarou.