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Um mundo novo

Em ritmo de samba, voluntários distribuem 85 mil uniformes dos Jogos Rio 2016

Por Rio 2016

Centro de Uniformes e Credenciamento (UAC) funciona a todo vapor na Cidade do Samba, região portuária do Rio de Janeiro

Em ritmo de samba, voluntários distribuem 85 mil uniformes dos Jogos Rio 2016

Alguns dos cerca de 600 voluntários que atuam na distribuição de uniformes e credenciais do Rio 2016 (Foto: Rio 2016/André Naddeo)

O Carnaval está temporariamente em segundo plano na Cidade do Samba, localizada na região portuária do Rio de Janeiro. A 23 dias da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, dois galpões do local funcionam como Centro de Uniformes e Credenciamento (UAC) do Rio 2016. Por lá atuam a todo vapor cerca de 600 voluntários, para quem o grande evento já começou. 

“É uma benção fazer parte disso. Para nós, os Jogos já começaram. Mas é claro que fica aquele gostinho e aquela ansiedade de começarem as competições”, afirma o voluntário Eduardo Braga, 35 anos, morador de Bangu, zona oeste do Rio. 

Cidade do Samba tem lembranças do último Carnaval (Foto: Rio 2016/André Naddeo)

Braga é o responsável pela distribuição de um kit que contém boné do Rio 2016, um livro guia bilíngue das competições, pochete, capa de chuva, squeeze e água mineral. Mas esta é apenas a parte final de um processo que envolve, até o final dos Jogos Olímpicos, a distribuição de 210 mil credenciais e 85 mil kits de uniformes. 

“Você vê aqui basicamente quatro grupos: os voluntários, o nosso staff, os funcionários terceirizados e os oficiais técnicos. O pessoal vai primeiro ao centro de credenciamento, onde faz check-in com a apresentação de um documento”, explica em ótimo português o holandês Matthijs Wiersma, gerente geral do UAC. 

Foto para o credencimanto de mais um membro da família Olímpica (Foto: Rio 2016/André Naddeo)

A estimativa da organização local é de que diariamente sejam atendidas cerca de 3 mil pessoas, número que deve chegar a 5 mil na semana que antecede os Jogos. “Se estiver tudo certo, a pessoa vai direto para a distribuição, onde a credencial é entregue. É o que a gente chama de caminho verde”, diz Wiersma.

Em média, um em cada três membros do staff olímpico, após o processo de credenciamento, vai ao galpão 7 da Cidade do Samba para a retirada do uniforme. O tênis oficial tem tons de verde e preto, e a calça é cáqui. A parte de cima da vestimenta oficial dos Jogos tem quatro cores diferentes: amarelo é a cor usada pela equipe operacional; azul, dos oficiais técnicos; vermelho é a cor da equipe médica, e o verde é da equipe que interage diretamente com o público. 

“Quando você coloca o uniforme pela primeira vez, dá para se sentir muito dentro dos Jogos. Bate o orgulho de fazer parte”, diz Wiersma. É esse exatamente o sentimento da aposentada Palmira Rangel, 63. “Muito gratificante”, diz ela. 

Moradora do bairro de Guaratiba, extremo oeste do Rio, Palmira pega um ônibus, um trem e uma van para chegar à Cidade do Samba, num total de 2h30 de deslocamento. Sem cansaço algum e sempre com o sorriso no rosto. “É um trabalho de muito aprendizado. Eu nunca tinha feito trabalho voluntário. Estava aposentada, sem nada para fazer, mas gosto é de trabalhar”, declara. “E o bom é que dá para fazer muitas amizades”, completa. 

Sensação bem parecida tem Eduardo Braga. Além de fazer novos amigos, ele aproveita a oportunidade “para treinar o inglês e o espanhol”, já que todos os dias conhece pessoas de diferentes nacionalidades: “A gente conhece francês, espanhol, argentino canadense, israelense... Tem de tudo por aqui”.

Palmira Rangel entrega mais um kit de uniformes (Foto: Rio 2016/André Naddeo)