Voluntários do Programa Incluir ajudarão a orientar o público e os atletas
Projeto recrutou 50 pessoas com deficiência intelectual para recepcionar espectadores e esportistas
Projeto recrutou 50 pessoas com deficiência intelectual para recepcionar espectadores e esportistas
Fernanda Honorato: "Vai ficar para o resto de nossas vidas" (Foto: Rio 2016/André Naddeo)
Assim que a pira for acesa e os Jogos Rio 2016 começarem para valer, 50 voluntários com deficiência intelectual terão a oportunidade única de trabalhar in loco no maior evento esportivo do planeta. Membros do Projeto Incluir, parceria entre o Comitê Organizador e a empresa Ernst & Young, eles terão a missão de orientar público e atletas no Parque Olímpico e na Vila Olímpica.
“Chamar pessoas com deficiência é uma honra e um marco”, diz Fernanda Honorato, jornalista e uma das voluntárias do programa de inclusão. “Vai ficar para o resto de nossas vidas.” Articulada e extrovertida, ela se mostra feliz também pela oportunidade de “encontrar muita gente maravilhosa” e aposta que todo o trabalho será marcado por uma “adrenalina pura e extraordinária”.
Em grupos de quatro ou cinco, acompanhados por um parente ou amigo para dar o suporte necessário, os supervoluntários do Rio 2016 terão carga horária de quatro horas, além de uma hora para almoço. O uniforme é na cor verde, que identifica a atividade de informação e suporte ao público.
Rafael Dellamarque, um dos participantes do Incluir, garante: “não existe coisa melhor do que ajudar as pessoas”. Animado com sua credencial, ele começará a trabalhar no dia 8, logo após completar 30 anos. “Viu que baita presente de aniversário?”, diverte-se. Sua mãe, Elielza, será uma das acompanhantes do programa. “Essa é uma forma de mostrar ao mundo que eles são capazes”, afirma. “Todos somos diferentes e precisamos retirar esses rótulos.” O Incluir acontece até o fim dos Jogos Paralímpicos, em setembro.
Rafael já retirou sua credencial e está pronto para os Jogos: "Agora, é só trabalhar" (Foto: Rio 2016/André Naddeo)