Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

São Paulo pega fogo com a passagem da chama Olímpica

Por Rio 2016

Unidos venceremos! Revezamento da tocha Rio 2016 reúne atletas, artistas e ativistas na maior cidade do Brasil

São Paulo pega fogo com a passagem da chama Olímpica

Espírito Olímpico: a chama reuniu ídolos de três torcidas rivais no futebol - São Paulo, Corinthians e Palmeiras (Foto: Rio 2016/Andre Luiz Mello)

Os paulistas mostraram o que é o espírito Olímpico em potência máxima. Zetti, ex-goleiro do São Paulo, Rivellino e Ademir da Guia, meias históricos do Corinthias e do Palmeiras, protagonizaram um dos momentos mais significativos do revezamento da tocha Rio 2016, neste domingo (24). Ídolos dos maiores rivais do futebol paulistano, eles se uniram para acender a pira, no fim de um dia intenso da passagem da chama pela capital paulista. E levaram o sambódromo lotado à loucura. O clima da noite era de show, mas na hora da pira muita gente chorou.

Já que a festa era para receber o símbolo de paz e união dos Jogos Olímpicos, atletas, artistas e ativistas se revezaram em um percurso de mais de 50 quilômetros entre lugares icônicos da maior cidade do Brasil. Feras do esporte, veteranos e estreantes nos Jogos Rio 2016, conduziram a chama por pontos emblemáticos de São Paulo.

E foram muito aplaudidos. São Paulo teve mar de gente na avenida Paulista, grito de guerra no Estádio do Pacaembu e muita emoção no Parque do Ibirapuera. Um verdadeiro teste para os corações brasileiros a 12 dias da abertura dos Jogos.

Maria Esther Bueno, consagrada como a brasileira de melhor performance da história do tênis brasileiro - com 19 vitórias em torneios Grand Slam -, foi ovacionada na avenida Paulista, na altura do Museu de Arte de São Paulo (MASP). (Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)

A tocha entrou na icônica avenida Paulista de bicicleta, fazendo jus ao ativismo pela mobilidade urbana no local. A condutora? A jornalista Renata Falzoni, autora do blog "Bike é Legal".

 

 

Festa para os atletas

Um time peso pesado de veteranos e jovens promessas do esporte transformaram São Paulo em uma grande arena ao ar livre, onde torcedores gritavam os nomes dos ídolos como se estivessem em uma competição. Assim como Maria Esther Bueno, o "Galinho de Ouro" do boxe Eder Jofre - aos 80 anos e considerado até hoje pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC, na sigla em inglês) como o melhor boxeador peso galo de todos os tempos -, emocionou fãs ao simular golpes no ar antes de pegar a tocha. No ônibus que leva os condutores ao lugar onde vão correr com a chama, Jofre treinou sua atuação para o Twitter da @ChamaOlímpica.

 

 

Montanaro e Fofão, do voleibol, Alessandra Oliveira, do basquetebol, Ricardo Prado e Gustavo Borges, da natação, entre outras feras do esporte brasileiro, dividiram o foco com ídolos da nova geração, como o skatista Bob Burnquist, o jogador de basquete Anderson Varejão e o arqueiro Marcus Vinícius, uma das promessas de medalha para o Brasil no Rio 2016 no tiro com arco, competição, com ingressos disponíveis, que vai acontecer no Sambódromo do Rio. “Nosso grupo tem uma meta: fazer o melhor. E nosso melhor vale medalha”, disse Marcus Vinícius.

Bob Burnquist andou de skate com a tocha no Parque do Ibirapuera (Foto: Rio 2016/Marcos de Paula)

Já Anderson Varejão pegou a tocha no Estádio do Pacaembu (Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)

Chama intensa

Também no Parque do Ibirapuera, a ex-ginasta Laís Souza emocionou quem estava por lá. Ovacionada, Laís - que ficou tetraplégica após um acidente de esqui em 2014 - completou seu percurso de pé, com o uso de uma cadeira especial. "Estou carregando a felicidade. Minha tocha representa todos os cadeirantes", disse, depois de passar a chama para Fernando Fernandes, tetracampeão mundial de paracanoagem. (Foto: Rio 2016/Marcos de Paula)

Diversão e arte

A música tema do revezamento é "A Vida do Viajante", de Luiz Gonzaga, mas o clássico "Trem das Onze" entrou na rota da tocha Olímpica nas vozes do próprio grupo Demônios da Garoa. Roberto Barbosa, Izael Caldeira, Wilder Benedito, Sérgio e Ricardo Rosa resgataram as raízes do samba paulistano durante a condução, antes da tocha chegar a outro lugar icônico da cidade, o Mercado Municipal. (Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)

 

 

 Já os cantores DanielLuan Santana e Ludmilla representaram os hits contemporâneos. "Não vejo a hora dos Jogos começarem", comentou Ludmilla, que vai participar da cerimônia de abertura, dia 5 de agosto, no Maracanã.

 

 

A arte foi muito bem representada também pelo escritor e um dos diretores criativos das cerimônias dos Jogos Paralímpicos Marcelo Rubens Paiva, o ator Tony Ramos, o diretor do Museu Afro Brasil Emanoel Araújo e o maestro João Carlos Martins, que recebeu a chama Olímpica do ex-jogador de futebol Casagrande na frente do Theatro Municipal. (Foto: Rio 2016/Andre Luiz Mello)

 

A cartunista Laerte Coutinho, a segunda representante transgênera a levar a tocha Rio 2016, se divertiu com a apresentadora Sabrina Sato, no ginásio do Pacaembu, antes de conduzir a tocha na avenida Sumaré. Trocaram beijos, posaram para fotos, postaram em suas redes sociais. E também falaram sério: "Tanto como expressão de indivíduos quanto expressão de equipes, o esporte é uma linguagem humana muito importante e particular, assim como a arte. Ele pode ajudar reconhecendo a humanidade em toda a sua complexidade e diversidade”, disse Laerte.

No ônibus dos condutores, Sabrina brincou: "Todos os brasileiros têm que apoiar isso que está acontecendo no nosso país. Os Jogos são nossos. Não dá para fazer o filho rebelde agora, não é?".

Laerte e Sabrina se encontraram antes de conduzir a tocha na avenida Sumaré (Foto: Rio 2016/Patricia da Matta)

Um só grito

Nada de disputa entre Corinthians, Palmeiras e São Paulo. A passagem da chama Olímpica terminou com uma só torcida, unida pelos ídolos dos três times. "Não existe mais divisão. Agora vamos torcer juntos pela medalha que está faltando para o nosso futebol", disse Rivellino, torcendo para que a seleção canarinho ganhe seu primeiro ouro Olímpico nos Jogos Rio 2016.

Zetti, Rivellino e Ademir da Guia acenderam a pira no Sambódromo de São Paulo (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)

Acompanhe os passos da chama Olímpica rumo ao Rio 2016

Confira os destaques do revezamento da tocha em São Paulo no vídeo do dia: