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Um mundo novo

Viral na internet deixa atletas Paralímpicos famosos

Por Rio 2016

Campanha de venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 agita as redes sociais e aumenta o número de fãs dos protagonistas

Viral na internet deixa atletas Paralímpicos famosos

O fisiculturista Ricardo Barguine virou fã de Montanha após a gravação do vídeo (Arquivo pessoal)

No condomínio onde a judoca Lucia Teixeira mora, em São Paulo, quase ninguém sabia que ela é atleta com medalha de prata nos Jogos Paralímpicos Londres 2012. Em Uberlândia, Minas Gerais, poucos cumprimentaram o halterofilista Luciano Bezerra Dantas, o Montanha, pela medalha de bronze que ele conquistou nos Jogos Parapan-Americanos Toronto 2015. Em Maringá, no Paraná, só os mais chegados acompanharam a trajetória de Vinicius Rodrigues, que se mudou para a capital paulista e virou uma das promessas do atletismo por incentivo de sua conterrânea, a corredora Terezinha Guilhermina, medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos Londres 2012 e Pequim 2008.

Mas, nas últimas duas semanas, a rotina desses três atletas mudou. Desde que o vídeo de aquecimento da campanha de venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 entrou no ar. Novo viral da internet, a peça publicitária onde os atletas Paralímpicos surpreendem alunos de academias do Rio de Janeiro com suas alta performances já computava, até esta quinta-feira (17), 18 milhões de visualizações. Resultado: os três passaram a ser reconhecidos por fãs nas ruas e em seus perfis nas redes sociais.

“Essa campanha repercutiu mais do que todos os meus resultados no esporte. Amigos de infância que perdi contato me marcaram no Facebook, muita gente que eu não conheço compartilhou e fez comentários. Outro dia, fui parada no elevador do prédio por um vizinho, que me convidou para dar palestra na escola onde ele trabalha. Antes do vídeo, quase ninguém sabia que eu era atleta”, diz Lucia Teixeira, deficiente visual, que durante a gravação do vídeo surpreendeu uma turma de judô ao derrubar todo mundo no tatame com golpes certeiros.     

 

A torcida faz diferença

 

Luciano Bezerra Dantas relata que ficou desapontado quando voltou dos Jogos Parapan-Americanos em julho deste ano. “Em Toronto, os atletas Paralímpicos do Brasil ganharam 257 medalhas, mais de 100 de ouro (foram 109), e, quando voltamos ao país, vi que quase ninguém sabia das nossas conquistas”, lamenta o halterofilista, que tem nanismo e é conhecido como Montanha.

O humor do atleta mudou após sua participação no vídeo da campanha dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, onde ele impressionou praticantes de fisiculturismo de uma academia do Rio ao levantar mais do que o dobro de seu peso corporal. “Agora as pessoas me cumprimentam na rua, pedem autógrafos, querem tirar fotos. Esse vídeo mostrou que se passarem a transmitir as nossas competições na televisão, o público vai reconhecer o valor dos atletas Paralímpicos e vai aos estádios torcer por nós”, acredita Montanha.

Esse reconhecimento é importante por um motivo fundamental que, segundo o atleta Paralímpíco, faz diferença para o desempenho de qualquer esportista. “Dá mais ânimo para acordar, sair para treinar e seguir em frente, em busca de mais medalhas. O calor da torcida influencia muito”, garante Montanha.

Lucia Teixeira (de azul) enfrenta Afag Sultanova, do Azerbaijão, nos Jogos Londres 2012 (foto: Dennis Grombkowski/Getty Images)

 

O exemplo dos atletas

A maior popularidade permitiu que o velocista Vinicius Rodrigues passasse adiante a força que recebeu de duas estrelas do esporte Paralímpico em um momento difícil, quando perdeu parte da perna esquerda após um acidente de moto há um ano e meio.

“Como é da mesma cidade que eu, Terezinha Guilhermina foi me visitar no hospital e me mostrou o vídeo de Heinrich Popow, campeão Paralímpico que corre com uma prótese de lâmina. Ela também me deu o uniforme que usou nos Jogos Pequim 2008. Chorei a noite toda e dois dias depois decidi parar de reclamar e mudar minha vida. Enviei uma mensagem para Popow no Facebook pedindo ajuda”, conta Vinicius.

Uma semana depois, o velocista alemão, que ganhou o ouro na prova de 100 metros na categoria T42 nos Jogos Paralímpicos Londres 2012, indicou Vinícius para um teste na clínica de reabilitação Marian Weiss, em São Paulo, que introduz recém-amputados na prática do atletismo e patrocina atletas Paralímpicos.

“Cinco meses depois do acidente, eu já estava aprendendo a correr de prótese. Isso só foi possível com o incentivo e exemplo desses atletas que me deram ânimo para não ficar parado. E a repercussão desse vídeo mostrou que agora é a minha vez de fazer esse ciclo continuar, servindo de referência e motivando outras pessoas. Gente de vários lugares do mundo está me procurando nas redes sociais”, conta Vinicius, que busca uma vaga na equipe brasileira de atletismo na categoria T42, de amputados acima do joelho, nas provas de corrida de 100 e 200 metros.