Atletas refugiados se sentem em casa na Vila Olímpica
Primeiros visitantes, os judocas Yolande Mabika e Popole Misenga são recebidos por Thomas Bach, que antes fez um tour por Deodoro
Primeiros visitantes, os judocas Yolande Mabika e Popole Misenga são recebidos por Thomas Bach, que antes fez um tour por Deodoro
Os atletas com o presidente do COI na sacada de um dos apartamentos da Vila (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
A Vila Olímpica está pronta. Foi oficialmente entregue ao Comitê Rio 2016, nesta quarta-feira (15). A casa dos atletas durante os Jogos - que vai acomodar cerca de 10.500 competidores Olímpicos e 4.300 Paralímpicos - abriu as portas com visitas ilustres: Yolande Mabika e Popole Misenga, judocas do Congo refugiados no Rio de Janeiro e escalados para os Jogos Rio 2016 entre os 10 atletas que competem sob a bandeira Olímpica.
Yolande Mabika, atleta refugiada que compete no Rio 2016 sob a bandeira Olímpica
Yolande e Popole foram recebidos na Vila por Thomas Bach. "Daqui para frente, vocês devem se concentrar na preparação para os Jogos", recomendou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI). Bach, esgrimista alemão medalhista de ouro em Montreal 1976, presenteou os atletas com pins dos aros Olímpicos.
Popole agradeceu o presente e Yolande expôs seu maior desejo. "Agora quero ganhar uma medalha, não importa que seja de bronze ou de prata", disse a atleta.
Vila Olímpica tem capacidade para receber 15 mil hóspedes (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
"Essa é uma das mais belas Vilas Olímpicas que eu já vi na história dos Jogos", destacou Bach, na cerimônia de entrega da instalação. "E aqui estarão os maiores atletas do mundo", reforçou Carlos Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016.
O ministro do Esporte Leonardo Picciani, também presente, destacou que o empreendimento foi feito com "investimento 100% privado". "Um resumo do que é o mundo vai se encontrar aqui", sintetizou o prefeito Eduardo Paes. Exatamente às 12h27, Paes deu a Nuzman a chave simbólica da Vila, repassando oficialmente o controle da instalação aos organizadores dos Jogos.
Um dos quartos que vai hospedar os competidores durante os Jogos Olímpicos (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Pela manhã, Thomas Bach visitou o Parque Olímpico de Deodoro. O trem, meio de transporte escolhido para chegar às instalações, partiu da plataforma 13 da Central do Brasil às 9h20. Durante a viagem, Bach conversou com jornalistas e fez elogios: "A transformação no sistema de transportes do Rio nos últimos anos foi uma das maiores do mundo. Foi incrível o que aconteceu aqui", disse, na companhia de Nawal El-Moutawakel, presidente da Comissão de Coordenação (CoCom) do COI, e de Carlos Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016.
"Próxima parada: Estação Olímpica da Vila Militar", anunciou o maquinista às 9h50. Meia hora após a partida, Bach chegava ao local em que milhares de espectadores desembarcam a partir de 5 de agosto para competições de canoagem, rugby, montain bike e de mais seis esportes durante os Jogos Olímpicos. "Gostei muito mesmo da viagem", destacou Bach. Ainda na estação, ele cumprimentou veteranos do Exército que praticam atletismo e depois visitou as instalações do Parque.
Thomas Bach desembarca em Deodoro com Nawal El-Moutawakel e Carlos Nuzman (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Dentro do Parque Olímpico de Deodoro, Bach passou cerca de 20 minutos no Centro de Hipismo e elogiou o estágio avançado das obras, com as arquibancadas fixas já concluídas. De lá, partiu em direção à arena de rugby, onde a grama macia e os trabalhos em fase final chamaram atenção. Depois, ele foi ao Parque Radical, onde encontrou o ministro Leonardo Picciani e o prefeito Eduardo Paes.
Casa do mountain bike, Parque Radical recebeu a visita de Bach (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
O passeio de Thomas Bach por Deodoro terminou às 11h15, quando a comitiva partiu, por meio da Transolímpica - via expressa com 26km de extensão -, em direção à Vila Olímpica, na Barra da Tijuca, onde encontrou os atletas refugiados.
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