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Um mundo novo

Velocistas festejam o privilégio de participar do Desafio Final

Por Rio 2016

Em treinamento na Urca, atletas elogiam a iniciativa de reunir numa prova os Paralímpicos mais rápidos do mundo

Velocistas festejam o privilégio de participar do Desafio Final

Sintonia fina: David Brown e seu guia Jerome Avery treinam a largada para o Desafio Final (Alex Ferro/Rio 2016)

No Rio para participar do Desafio Final, que fará parte da celebração de um ano para os Jogos Paralímpicos, na Lagoa, alguns dos mais rápidos velocistas Paralímpicos treinaram nesta quarta-feira (02) na Urca para a disputa que promete apontar o atleta com deficiência mais rápido do mundo. E foram unânimes ao comentar a prova que reunirá atletas com deficiências diferentes competindo juntos em 100m rasos.

“É um privilégio para mim poder participar dessa competição. Vou correr ao lado de gente muito talentosa, os melhores dentro de sua categoria, então o evento tem tudo para ser incrível”, afirmou a cubana Omara Durant (categoria T13, para atletas com deficiência visual), logo após o treino na Urca. A velocista é a recordista absoluta nos 100m entre todos os atletas com deficiência, com 11.65s, e disputará o título do Desafio Final com Terezinha Guilhermina (T11, deficiência visual), do Brasil, e  sua compatriota Yunidis Castillo (T46, para amputados).

Na maior parte dos esportes do programa Paralímpico, os atletas são divididos em classes de acordo com seu tipo de deficiência, com suas limitações e com a movimentação que são capazes de realizar. No atletismo, por exemplo, são 27 classes diferentes: pessoas com deficiência visual jamais competem com pessoas amputadas, que também jamais correrão ao lado de paralisados cerebrais. Mas, no Desafio Final, atletas de todas essas classes estarão lado a lado, na mesma pista.

“A ideia é muito boa. Na hora em que ouvi falar sobre o evento, pensei: é uma oportunidade única, para os atletas e para o público. Estou no esporte há 10 anos e nunca tive a oportunidade de correr contra pessoas com limitações diferentes das minhas. Será um momento de mostrar exatamente o que o paradesporto é capaz de fazer. O evento com certeza será incrível”, afirmou o irlandês Jason Smyth.

Para confirmar o apelido de “Bolt Paralímpico”, Smyth terá de suar bastante. O dono da melhor marca Paralímpica da história – 10.22s, alcançada em prova disputada contra atletas sem deficiência – irá enfrentar os brasileiros Petrucio Ferreira (recordista mundial dos 200m da T47, para amputados) e Felipe Gomes (medalha de prata no Campeonato Mundial na T11), os norte-americanos Richard Browne (da T44, para amputados, que não perde uma prova desde julho de 2013) e David Brown (recordista mundial dos 100m da classe T11, para atletas com deficiência visual), além do australiano Evan O'Hanlon (cinco medalhas de ouro Paralímpicas na classe T38, para paralisados cerebrais). Todos são donos de marcas igualmente impressionantes e, garantem, entrarão para valer na competição.

“É uma competição diferente, entre pessoas diferentes, de classes diferentes. Mas certamente, quantos estivermos todos na pista, vamos dar o nosso máximo. Teremos rivalidade, mas rivalidade sadia, e a prova com certeza será muito boa", afirmou O’Hanlon.

"Tenho muito respeito por esses caras, eles são muito rápidos. Eu estudo e aprendo com todos eles, então é uma honra poder correr na raia ao lado de atletas tão talentosos", disse David Brown.

 

Austrliano Evan O'Hanlon durante treino na Urca

Sob os olhares da treinadora, o australiano Evan O'Hanlon treina para superar sua melhor marca,  de 10.79s (Alex Ferro/Rio 2016)

 

As semifinais do Desafio Final acontecem no domingo (06), às 11h, e a decisão será no feriado de segunda-feira (07), às 12h50. Além de prestigiar alguns dos maiores atletas do mundo no Desafio Final, o público que comparecer à Lagoa no dia 7 de setembro terá à disposição experimentações de diversos esportes Paralímpicos, como o basquetebol em cadeira de rodas e o voleibol sentado. Uma exposição de fotos sobre o paradesporto também será uma das atrações do evento, assim como uma mostra sobre o avanço tecnológico que aumentou a qualidade de vida das pessoas com deficiência. No mesmo dia 7 de setembro começa a venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos: veja aqui como fazer seu pedido.

"Todo mundo no Rio é muito gentil, e atmosfera é muito acolhedora. As pessoas têm muito respeito por todos os atletas, não importa se você está numa cadeira de rodas ou se você é um amputado. Estou muito feliz de estar aqui, de fazer parte de tudo isso e de ajudar a divulgar o Movimento Paralímpico”, concluiu Brown.