Um dia de árbitro de vela: cálculo e paixão sobre as águas da Baía de Guanabara
Acompanhamos de perto a rotina de Cuca Sodré, que atuou no segundo evento-teste do esporte
Acompanhamos de perto a rotina de Cuca Sodré, que atuou no segundo evento-teste do esporte
Cuca Sodré, árbitro do evento-teste de vela, responsável pela delimitação da linha de largada da competição (Reprodução)
A competição de vela nos Jogos Rio 2016 parece ocorrer dentro de um cartão-postal, com os barcos navegando em meio à Praia de Botafogo, ao Pão de Açúcar e à Ponte Rio-Niterói. Porém, preocupados em navegar o mais rápido possível, é provável que os atletas não consigam desfrutar da paisagem durante a regata. Neste aspecto, quem leva vantagem é um personagem normalmente à sombra: o árbitro da prova.
A ele, em conjunto com outros técnicos da Federação Internacional de Vela (ISAF, na sigla em inglês) e o Comitê Rio 2016, cabe a demarcação da “linha imaginária” de largada, que, como explica Cuca Sodré – árbitro da Segunda Regata Internacional da Vela, que serviu de evento-teste do esporte, em agosto –, pode definir “50%” do resultado da prova.
Além disso, com base em informações (literalmente) em "tempo real" sobre as condições do vento e das águas, o árbitro participa decisivamente da escolha da raia mais propícia para receber a regata de cada uma das dez classes Olímpicas de barco (neste evento-teste, foram seis opções de trajeto: Copacabana, Niterói, Escola Naval, Ponte Rio-Niterói, Pai e Pão de Açúcar).
Sina da profissão de árbitro, o anonimato não parece incomodar Cuca. “A gente que está aqui preparando a regata sofre junto como velejador”. É a paixão pelo esporte, que navega dentro dele.
VÍDEO: Um dia na vida do árbitro de vela
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