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Um mundo novo

Turismo: ‘Trilha do Mico’ entra nos Jogos Olímpicos

Por Rio 2016

Rio 2016 incentiva luta contra extinção de espécies ao indicar roteiro do Passaporte Verde e incluir biólogos no revezamento da tocha

Turismo: ‘Trilha do Mico’ entra nos Jogos Olímpicos

Mascote Olímpico 'faz amizade' com moradores da floresta brasileira (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Um refúgio natural no interior do estado do Rio de Janeiro, dedicado à preservação de espécies ameaçadas de extinção, abre as portas para turistas apaixonados pela natureza e em busca de um roteiro inusitado. Depois do roteiro Cabritos 360º, e de uma viagem ao coração Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista, o Passaporte Verde – plataforma de incentivo ao turismo sustentável para os espectadores do Jogos Rio 2016 – abre os caminhos da Reserva Biológica de Poço das Antas, a terra do mico-leão-dourado. 

A inclusão do roteiro acontece na semana do Dia Internacional do Meio Ambiente, comemorado no último domingo (5), cujo tema deste ano é 'Solte a fera pela vida', um convite ao combate ao comércio ilegal de animais silvestres. 

Liderados pela equipe do Abraça, o programa de sustentabilidade dos Jogos Rio 2016, 14 funcionários do Comitê Organizador se voluntariaram para testar o novo roteiro, no sábado (4).

 

O primata brasileiro é um dos símbolos da luta pela conservação da diversidade biológica, uma vez que a espécie há décadas figura entre as mais ameaçadas de extinção. Essa realidade inspirou o trabalho de ambientalistas na região de Silva Jardim, no Rio de Janeiro, que fundaram a Associação do Mico-Leão-Dourado (AMLD), organizadora da "Trilha do Mico.

População local de micos cresceu 10 vez mais desde o início do projeto (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Além da observação dos micos em seu habitat natural, a programação indicada no Passaporte Verde inclui uma visita ao Centro Educativo da Reserva Biológica de Poço das Antas, que apresenta detalhes sobre as iniciativas desenvolvidas pela AMLD – entre elas, uma proposta de criação de um “corredor verde” entre os municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio Bonito para amenizar os efeitos da urbanização para os animais. 

“Não queremos que as pessoas venham aqui só para ver os micos, mas para nos ajudar a proteger”, disse Luis Paulo Ferraz, secretário-executivo da AMLD.

O roteiro inclui ainda uma visita ao viveiro de mudas nativas, uma Área de Preservação Permanente (APP) onde visitantes podem plantar um espécime da Mata Atlântica (em 2014, o ator Harrison Ford visitou o local e sua árvore virou atração local), e termina com um "almoço na roça", onde é possível experimentar a culinária típica das fazendas.

Prova da gastronomia compõe a experiência (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Conheça todos os detalhes da trilha no Passaporte Verde

Agentes da sustentabilidade no revezamento da tocha

O sucesso do projeto se deve à dedicação de profissionais como a bióloga Andreia Martins, que se uniu à causa em 1983 e hoje coordena o Programa de Metapopulação da AMLD. “Começamos com apenas 200 animais. Nossa meta era ter dois mil vivendo em 25 mil hectares de florestas até 2025. Dez anos antes do prazo, atingimos o número de 2.200. Só precisamos garantir as florestas”, afirmou.

Outra brasileira que faz a diferença na luta contra a extinção dos animais silvestres é Neiva Guedes, bióloga de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Ela trabalha pela arara azul, outra espécie brasileira entre as mais ameaçadas do mundo. A bióloga preside o Instituto Arara Azul, onde coordena pesquisas e atua na preservação da espécie no Pantanal. O trabalho já mostra resultados: o número de animais no Brasil passou de 1.500 para 5 mil. “Conseguimos que ela saísse da categoria ‘animais ameaçados de extinção’ para ‘animais vulneráveis’. O problema do tráfico de animais foi um dos fatores que levaram as araras à extinção, mas, desde 2003, não temos mais notícia de apreensão de araras sendo traficadas”, conta.

As duas biólogas fazem parte de um grupo de 28 profissionais com trabalhos relevantes na área de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável que foram escolhidos pelo Rio 2016 para participar do revezamento da tocha Olímpica.

Andreia conduz o símbolo dos Jogos no dia 2 de agosto, em Rio Bonito. Já Neiva tem participação garantida no revezamento da tocha em Rio Brilhante (MS), no dia 26 de junho. 

“A simbologia da tocha mexe com a gente. É uma cultura de muitos anos, são muitos atletas envolvidos, tem esse simbolismo de união entre os povos. E vai dar mais visibilidade para o projeto, podemos conquistar mais parceiros”, comemora Neiva.

Os condutores foram escolhidos pela equipe do Abraça como um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e também para chamar atenção para a preservação da fauna brasileira. “A sustentabilidade para o Rio 2016 é social, ambiental, econômica, inclusiva. No caso da área ambiental, tínhamos alguns pontos que queríamos abordar: biodiversidade, floresta. Os condutores que foram escolhidos representam esses temas, inclusive os animais que estão em extinção”, explica Sabrina Porcher, especialista em Sustentabilidade e Legado do Rio 2016.