Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

Tradição Maori encontra o charme da Mangueira no Rio

Por Rio 2016

Medalhistas de prata visitam o projeto que tem parceria com o time de rugby de 7 da Nova Zelândia

Tradição Maori encontra o charme da Mangueira no Rio

Tyla Nathan-Wong joga capoeira no ginásio de esportes da Mangueira (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

As toda-poderosas All Blacks, time de rugby de 7 da Nova Zelândia, estão acostumadas a homenagens. Mas a que elas receberam nesta segunda-feira foi peculiar: no embalo da capoeira, na Vila Olímpica da Mangueira. Assim que entraram no ginásio, as vice-campeãs Olímpicas no Rio 2016 já ouviram o som do berimbau ecoando. E, logo, logo, já se viram no meio da roda. Elas pareciam meio perdidas, tentando imitar o movimento dos brasileiros. Mas dava para perceber no rosto de cada uma que todas estavam se divertindo.

Ruby Tuksi abraça um dos capoeiristas depois da apresentação (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

O time da Nova Zelândia firmou uma parceria com a Mangueira em março e, desde então, mandou equipes de boxe e futebol, para conhecer as crianças envolvidas no projeto. Agora, foi a vez do rugby de 7. O ministro dos Esportes neozelandês, Jonathan Coleman, lembrou que o objetivo da iniciativa é fazer um intercâmbio cultural e inspirar as crianças da comunidade. "Nós já sabemos muito sobre vocês. O fato de vocês serem campeões do carnaval significa que compartilham os nossos valores de excelência", disse, referindo-se à vitória da prestigiada escola de samba no carnaval deste ano.

Jonathan Coleman e Bárbara Machado mostram alguns dos ingressos doados para a comunidade (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Bárbara Machado, coordenadora do projeto, explicou que tudo começou com o Haka. "Eles estavam procurando um projeto para apoiar. Fomos convidados para uma exposição sobre a cultura Maori, no Jardim Botânico. As crianças viram o Haka e ficaram absolutamente apaixonadas". Bárbara ficou sem palavras quando recebeu a doação de 1000 ingressos Olímpicos para serem distribuídos entre a comunidade. "Foi uma grande surpresa. Eles só me contaram ontem à noite", disse. 

(Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Depois das sessões de capoeira e de fotos, as jogadoras partiram para uma atividade mais familiar. Praticaram alguns dos fundamentos do rugby de 7 com os jovens. O time, que tem doado uniformes e equipamentos, levou também cerca de cem bolas para o projeto. "Isso me lembrou tanto as brincadeiras de antigamente! As crianças queriam só ficar correndo por aí, algo que a gente tem perdido com tanta tecnologia", comentou Portia Woodman, artilheira da Nova Zelândia no Rio 2016. "O espírito brasileiro é o que mais me impressionou no Rio. O povo gosta de ir para a rua e fazer festa. Podemos aprender com eles e eles com a gente", completou.

Theresa Fitzpatrick tira uma selfie com uma jovem fã (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

"É legal para dar uma volta pela comunidade e ver os sorrisos dos jovens com as bolas de rugby", disse Kelly Brazier, que faz parte das All Blacks desde 2012. "O prazer é nosso", respondeu Victor Hugo, quando as neozelandesas agradeceram à turma da Mangueira. "Elas precisam voltar aqui, porque eu quero praticar o meu inglês", brincou a irmã dele, Maria Luiza.

Victor Hugo, 16, e a irmã dele, Maria Luiza, 14 (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Os irmãos se encantaram com a medalha de prata que as jogadoras levaram. "Eu coloquei em volta do meu pescoço. Não sabia que era tão pesada. É uma loucura estar com elas", disse Victor. Com uma inspiração assim, esses jovens podem formar a futura geração do rugby de 7 no Brasil!