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Um mundo novo

Tradição do basquetebol brasileiro se reflete em halls da fama internacionais

Por Rio 2016

Uma das seis estrelas locais reconhecidas mundialmente, Hortência acompanha nova geração em evento-teste

Tradição do basquetebol brasileiro se reflete em halls da fama internacionais

Pontaria certeira rendeu apelido de Rainha e levou Hortência ao reconhecimento internacional (Rio 2016/Alex Ferro)

Torneio Internacional Feminino, evento do Aquece Rio preparatório para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que começa nesta sexta-feira (15), conecta o Brasil de forma relevante com um esporte com fortes laços históricos nacionais. Os três principais halls da fama internacionais dedicados ao basquetebol atestam essa ligação: seis atletas e um treinador têm seus nomes incritos nas listas dos que fizeram história na modalidade.

 

Hortência

A maior jogadora brasileira em todos os tempos consta do Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol (Fiba), que desde 1991 festeja, a cada dois anos, os destaques mundiais. Sua precisão nos arremessos era uma marca registrada, assim como seus profundos suspiros a cada arremesso de lances livres, outra de suas especialidades. A pontaria rendeu uma brincadeira do líder cubano Fidel Castro na conquista dos Jogos Pan-Americanos Havana 1991 de que ela usava mira laser antes de mandar a bola para a cesta. Suas qualidades, somadas à conquista do Mundial de 1994, na Austrália, mais a conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996 lhe renderam a inclusão em três versões de hall da Fama - criados para celebrar atletas, técnicos e dirigentes que marcaram época por seus títulos e contribuições ao esporte - e o apelido de Rainha.

Hortência passou a integrar o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) em 2007. Ela também está no Hall da Fama do Naismith Memorial Basketball (museu americano em Springfield, EUA, que desde 1959 celebra os notáveis no esporte). Sua inclusão no seleto grupo foi em 2005. E desde 2002 ela também faz parte do Hall da Fama Feminino de Knoxville, EUA, ligado à universidade do Tennessee, que premia astros desde 1999. 

"Estar no Hall da Fama é sinal de que você marcou época, algo que fica eternizado”

Hortência


Aposentada há quase duas décadas (parou após Atlanta 1996), ela vai acompanhar o evento-teste de perto e prefere não suspirar pelos tempos em que entrava em quadra. "Isso é impossível, né? Vou participar dos Jogos Rio 2016 da minha maneira: ir aos treinos da seleção e trabalhar como comentarista", diz a estrela, que já teve a oportunidade de conhecer a Arena Carioca 1, palco das competições de basquetebol dos Jogos.

Com olhar carinhoso, Hortência vai torcer para as atletas da atual geração e para o filho, João Victor, que é cavaleiro do hipismo adestramento e conquistou recentemente a medalha de bronze por equipes nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015.
 


Hortência (na fila superior ao centro) na prata que é a maior conquista do basquete Olímpico brasileiro (Foto: CBB/Arquivo)

 

Para Hortência, apesar da torcida, será difícil a seleção brasileira feminina de basquetebol repetir em casa feitos de sua geração (a prata obtida em 1996 é o melhor resultado Olímpico da história do basquetebol nacional). “Vou torcer pelas meninas, mas vejo maiores chances para a equipe masculina."

 

Oscar

Outro brasileiro com grande projeção internacional é Oscar Schmidt, o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos (1.093 pontos, anotados em cinco participações Olímpicas, entre Moscou 1980 e Atlanta 1996). O Mão Santa, especialista em arremessos de longa distância, consta no Hall da Fama de Naismith e no Hall da Fama da Fiba. "Uso meu anel de Naismith com orgulho. É um sonho realizado", diz o ex-jogador.




Oscar é um dos brasileiros que marcou história (Foto: Getty Images/Buda Mendes)

 

Ubiratan

Um dos maiores pivôs da história do basquetebol brasileiro, Ubiratan Maciel (1944-2002), o Bira, entrou para o Hall da Fama de Naismith postumamente, em 2010. Também integra o Hall da Fama da Fiba desde 2009. Tem três participações Olímpicas (1964, 1968 e 1972). Foi medalha de bronze nos Jogos Tóquio 1964 e campeão mundial em 1963 (Brasil). É o jogador que mais atuou pelo Brasil em mundiais de seleções: 34 vezes, sendo medalhista em três das quatro edições de que participou.


Ubiratan, assim como Oscar, faz parte de duas versões do Hall da Fama (Foto: CBB/Arquivo)

 

 

Paula

Conhecida como Magic Paula, Paula Gonçalves da Silva é integrante do Hall da Fama Feminino (2006) e do Hall da Fama da Fiba (2013). Tem duas participações Olímpicas (1992 e 1996). Foi medalha de prata nos Jogos Atlanta 1996 e campeã Mundial em 1994 (Austrália) onde foi líder dentro de quadra e cestinha importante no grupo. É a segunda maior pontuadora da seleção brasileira em todos os tempos (só perde para Hortência).
 


Paula fez dupla com Hortência em momentos épicos do basquete feminino brasileiro (Foto: CBB/Arquivo)


 

Janeth

Janeth Arcain foi apontada em 2015 para o Hall da Fama Feminino. Tem quatro participações Olímpicas (1992, 1996, 2000 e 2004). Foi medalha de prata nos Jogos Atlanta 1996 e teve a responsabilidade de liderar o basquete do Brasil depois da aposentadoria de Paula e Hortência, o que fez com competência. Foi bronze em Sydney 2000 e campeã mundial em 1994 (Austrália). Na WNBA, foi tetracampeã atuando pelo Houston Comets.
 


Janeth tem duas medalhas Olímpicas no currículo (Foto: Getty Images/Jeb Jacobson)


Amaury Pasos

Integrante do Hall da Fama da Fiba desde 2007, ele foi um dos grandes nomes do basquetebol nacional na era de suas maiores conquistas. Foi vice-campeão mundial em 1954 (Brasil) e bicampeão mundial em 1959 (Chile) e 1963 (Brasil), com atuação destacada nos momentos decisivos. Oito vezes campeão sul-americano, em suas três participações Olímpicas (1956, 1960 e 1964), conquistou duas medalhas de bronze, em Roma 1960 e Tóquio 1964.

 


Amaury é um dos grandes nomes da história do basquete brasileiro (Foto: CBB/Arquivo)

 

 

Togo Renan Soares

Conhecido pelo apelido Kanela, o treinador paraibano (1906-1992 é integrante do Hall da Fama da Fiba (2007) e personagem legendário no basquetebol brasileiro. Comandou a seleção masculina em suas maiores glórias: dois títulos mundiais (1959 e 1963), dois vices mundiais (1954 e 1970) e ainda uma medalha de bronze, nos Jogos Roma 1960. 
 


Kanela marcou época como treinador (Foto: CBB/Arquivo)