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Um mundo novo

Tocha Olímpica faz revezamento em paisagem onde o mar virou sertão no Piauí

Por Elis Bartonelli

Parque Nacional das Sete Cidades tem formações rochosas de 190 milhões de anos

Tocha Olímpica faz revezamento em paisagem onde o mar virou sertão no Piauí

Maria de Sousa é guia turística e "guardiã" das rochas do lugar (Rio2016/Marcos de Paula)

Formações rochosas com cerca de 190 milhões de anos compuseram o cenário do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 nesta sexta-feira (10) no último dia da chama no estado do Piauí. No Parque Nacional das Sete Cidades, que fica entre os municípios de Brasileira e Piracuruca, a 189 quilômetros de Teresina, condutores levaram a tocha por trilhas a pé e de montain bike. Uma das teorias da geologia sobre o lugar é de que era o fundo do oceano que cobria o Nordeste há milhões de anos.

Francisco Orlando e Maria fazem o revezamento da chama (Rio2016/Marcos de Paula)

Com 55 anos, o parque foi criado para proteger a região. Uma das origens do nome do lugar vem de uma lenda que diz que sete cidades existentes ali foram transformadas em rocha.

Ovacionada, Sarah Menezes conduz tocha Olímpica do Rio 2016 sob gritos de "bicampeã"

O cenário de pedras de cada dessas “cidades” aguça a imaginação dos visitantes. Muitas dessas “esculturas” naturais possuem a forma de animais e até de monumentos construído pelo homem, como o Arco do Triunfo, de Paris, por onde o primeiro condutor da tocha no lugar, o ciclista Francisco Orlando de Brito, pedalou com a chama. "Quando começamos a fazer trilha aqui, há 13 anos, não tínhamos equipamentos. Sempre que a gente pode, vem para cá. Nunca imaginaríamos participar desse momento fazendo o que mais gostamos, que é andar de bike. O parque é o que temos de mais bonito. Venha conhecer e você será bem acolhido em Piracuruca", convidou o montain biker.

 

 

Quem também conduziu a tocha pelo mirante do parque foi uma das guias turísticas do local, Maria de Sousa, que considera o lugar a sua casa. "É um prazer estar aqui com a tocha em minhas mãos e poder mostrar para mais pessoas essa região tão bonita. Eu praticamente protejo as rochas, as plantas e os animais", afirmou a guia.

Outro ciclista condutor no parque foi Francisco de Carvalho, passou com a chama em um dos pontos mais famosos, a Pedra da Tartaruga, formação rochosa muito parecida com um casco do animal.

Pedra da Tartaruga é um dos pontos mais conhecidos do parque (Rio2016/Marcos de Paula)

Delta do Parnaíba

Na quinta-feira (9), a tocha Olímpica chegou a Parnaíba pelo delta do rio que dá nome à cidade, em uma das paisagens mais bonitas do estado.

Santuário ecológico, o delta é um dos maiores do mundo ( Rio2016/Marcos de Paula)

Arquipélago com 2.700 quilômetros quadrados de área, formado por mais de 70 ilhas, o lugar é um santuário ecológico composto por espelhos d’água, mangues, dunas, lagoas, rios, praias e animais silvestres. O Delta do Parnaíba é o único em mar aberto das Américas e um dos três maiores do mundo, ao lado do Rio Nilo, no Egito, e do Rio Mekong, no Sudeste Asiático. A chama Olímpica mergulhou nesse cenário a bordo de uma lancha da Capitania dos Portos.

Tocha foi conduzida por um dos braços do delta por Rivelio Silva, major do Corpo de Bombeiros (Rio2016/Marcos de Paula)

Rivelino Silva, major do Corpo de Bombeiros especialista em resgate, passou a chama Olímpica para Pedro Silva, nascido na região do Delta do Parnaíba e empreendedor no setor de turismo. "Sem sombra de dúvida, não trocaria esse lugar abençoado por cidade grande nenhuma desse mundo. Eu já teria ficado muito feliz de a tocha Olímpica ter passado por aqui. Sendo condutor, estou explodindo de alegria", disse Pedro. O experiente major tremeu com a experiência. "Estou tão emocionado quanto no dia que recebi meu título de bombeiro. A adrenalina sobe enquanto eu aguardo para realizar mais uma missão", afirmou minutos antes da condução na primeira duna do delta.

Pedro recebeu a chama do major e reafirmou seu amor pela região do delta (Rio2016/Marcos de Paula)