Tocha Olímpica faz revezamento em celeiro do rugby brasileiro
Chama passou por Jacareí e São José dos Campos, onde está o Centro de Treinamento da modalidade e considerada capital brasileira do esporte
Chama passou por Jacareí e São José dos Campos, onde está o Centro de Treinamento da modalidade e considerada capital brasileira do esporte
Matheus Daniel faz parte da seleção brasileira de rugby de 7 desde 2012 (Rio2016/Marcos de Paula)
A cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, é considerada a capital brasileira do rugby, que volta a fazer parte das modalidades Olímpicas nos Jogos Rio 2016 – depois de 92 anos afastado, o esporte retorna na variação rugby de 7. Há seis anos, o município paulista recebeu o Centro de Treinamento que preparou as seleções masculina e feminina para a disputa. De lá saíram nomes defendem a camisa do Brasil, como os irmãos Lucas e Moisés Duque e Daniel e Felipe Sancery, além de Edna Santini, da equipe feminina. A jogadora já deixou seu recado sobre a modalidade:
São José sedia o clube que mais ganhou o campeonato brasileiro. O São José Rugby venceu o torneio nove vezes, depois de conseguir se estruturar com apoio, patrocínio e uma organização que o permite ser um candidato forte ao título todos os anos.
“Claro que isso ajuda a popularizar o esporte. As crianças e adolescentes passam a se interessar mais pelo rugby quando veem uma equipe vitoriosa. E isso cria um efeito contaminador entre as cidades da região. As prefeituras de São José e das outras cidades da região abraçaram o esporte”, explica Agustin Danza, CEO da Confederação Brasileira de Rugby.
Jacareí (SP), a 13 km de São José, é uma das vizinhas que foram influenciadas pela cultura do rugby. Durante a passagem da tocha pelas duas cidades, nesta terça-feira (SP), representantes do esporte marcaram presença no revezamento. Matheus Daniel faz parte da seleção brasileira de rugby de 7 desde 2012, mas sofreu uma lesão que o deixou fora dos Jogos. Atualmente, ele defende também o Jacareí Rugby.
“É um motivo de alegria o rugby voltar aos Jogos depois de tanto tempo fora. Isso nos motiva a treinar cada vez mais intensamente”, comenta ele.
Presidente do time de Matheus há quatro anos, Alexandre dos Santos ajudou o clube a crescer. Em cinco anos, o Jacareí Rugby criou a categoria adulta, que venceu a Taça Tupi (2ª divisão do campeonato nacional) e disputou a elite do brasileiro em 2015. No clube, treinam cerca de 200 pessoas, entre homens e mulheres, com idades entre 7 e 40 anos. Nesta terça-feira, Alexandre celebrou as conquistas do time ao conduzir a chama Olímpica na cidade.
“Isso vai ficar marcado na minha vida, na da minha família e na dos meus amigos. A chama representa todos os valores que trabalhamos no rugby: fraternidade, superação, trabalho, equipe, respeito, solidariedade. A tocha está trazendo o resgate do brasileiro, a construção de um país mais justo”, acredita Alexandre.
Agustin Danza destacou que o retorno da modalidade aos Jogos Olímpicos foi fundamental para o crescimento do esporte no Brasil nos últimos anos.
“O fato de o rugby ser um esporte Olímpico ajuda em todas as dimensões. Nos ajuda a inclui-lo nas escolas, a ter mais espaço na mídia, a conquistar mais patrocínios e programas de apoio. Os últimos anos foram de crescimento acelerado graças a essa reinserção”, avalia.