Tocha Olímpica é a grande estrela de festa no Jockey Club Brasileiro
Convidados fazem fila para tirar fotos ao lado do maior símbolo dos Jogos em sua primeira aparição pública no Rio
Convidados fazem fila para tirar fotos ao lado do maior símbolo dos Jogos em sua primeira aparição pública no Rio
A fila para tirar fotos com a tocha durou a noite toda (Divulgação/Rio 2016)
Quatrocentos convidados, os DJs Zé Pretinho e Rafael Lima movimentando a pista de dança, um flashmob com 13 bailarinos que representavam a diversidade étnica brasileira, um bufê com ícones da gastronomia brasileira como a moqueca, o picadinho de carne, o pastel de queijo minas e a tapioca, além de um bar de caipirinhas de frutas. Uma ambientação com luzes de cores vibrantes incentivava o clima de festa, mas o que imperava mesmo era a ansiedade. O assunto era um só: “que horas ela chega?”, “ela já apareceu no Jornal Nacional?”. Estavam todos à espera da grande estrela do dia na cidade sede dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a tocha Olímpica, que havia sido apresentada oficialmente em Brasília, pela manhã, nesta sexta-feira (3).
Até que, às 22h, após a exibição de um vídeo emocionante -- que tem como trilha sonora a música “A Vida do Viajante”, de Luiz Gonzaga --, o telão se dividiu em dois, simulando a silhueta do Pão de Açúcar e a tocha Olímpica apareceu em um pedestal giratório, próprio para a exposição de uma joia. O entusiasmo tomou conta do salão do Jockey Club Brasileiro, na Lagoa. “Essa com certeza é a tocha mais bonita da história dos Jogos”, anunciou, sem modéstia, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador Rio 2016. Foi endossado por gritos e aplausos da plateia animada.
Ícone-mor dos Jogos Olímpicos, a tocha foi adorada por uma fila que durou o resto da noite. “Todo mundo quer fazer uma foto com esse símbolo emocionante. Eu estava em Brasília e tive a sorte de ser um dos primeiros a poder chegar perto dela. Por alguns minutos tive a tocha praticamente só para mim”, conta Nalbert, ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, campeão Olímpico em Atenas 2004.

Enquanto a coreografia de Klaus Duarte puxava um flashmob inspirado em movimentos de variadas modalidades esportivas, promovido pela Coca-Cola, e duas cabines instaladas pelo Bradesco colhiam indicações em vídeo de pessoas que merecem ser um dos 12 mil condutores da tocha no revezamento que percorrerá todo o país, a velejadora Isabel Swan -- primeira mulher a trazer uma medalha para o Brasil na vela, nos Jogos Pequim 2008 -- ciceroneava o lounge que a Nissan armou no fundo do salão para apresentar um dos carros com o look da tocha. Isabel contava como um símbolo Olímpico marca a infância de uma pessoa.
“Eu era criança e não dormi quando minha madrinha, a também velejadora Claudia Swan, chegou dos Jogos de Barcelona, em 1992, com bonecos dos mascotes e fotos da tocha. É lindo ver que agora estamos trazendo para cá essas referências, para perto de tanta gente que não tem condições de viajar para ver os Jogos em outros países”, lembrou Isabel, ao lado de Caio Ribeiro, atleta paralímpico de canoagem.

“Não tenho dúvida de que temos aqui a tocha mais bonita de todas que eu já vi”, endossou Bernard Rajzman, membro do Comitê Olímpico Internacional e ex-jogador de vôlei da seleção que ficou conhecida como a Geração de Prata com o segundo lugar dos Jogos Los Angeles 1984.
A noite seguiu até tarde em torno da estrela da festa. Entre os entusiastas do ícone Olímpico, um convidado que circulava sem chamar tanta atenção. Não era nem atleta Olímpico, nem do Comitê Rio 2016, mas guardava uma satisfação especial. “Desenhar um símbolo que vai entrar para história e ficará para sempre no museu Olímpico é uma sensação que eu nunca imaginei ter”, disse Gustavo Chelles, da agência de design Chelles & Hayah, que projetou a tocha inspirada na geografia do Rio de Janeiro.