Thomas Bach diz que Rio terá maior legado desde Barcelona 1992 em cerimônia de um ano para os Jogos
Presidente do Comitê Olímpico Internacional convida atletas de todo o mundo a vir competir na cidade em 2016
Presidente do Comitê Olímpico Internacional convida atletas de todo o mundo a vir competir na cidade em 2016
Thomas Bach afirmou que os Jogos Rio 2016 serão os mais inclusivos da história (Alex Ferro/Comitê Rio 2016)
E o cronômetro foi acionado oficialmente: “365 dias, 8.760 horas, 525.000 minutos, 31.536.000 segundos para o início dos nossos Jogos Olímpicos”, anunciou o mestre de cerimônias Mario Andrada, na noite desta quarta-feira (5), na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, seguido de um discurso bastante otimista do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach. “Os Jogos do Rio deixarão o maior legado desde os de Barcelona 1992. Serão os Jogos mais inclusivos da história”, afirmou Thomas Bach, que convidou oficialmente os atletas de todo o mundo a participar da primeira edição Olímpica da América do Sul.
Simbolicamente, Bach entregou convites do Rio 2016 para representantes dos Comitês Olímpicos da Grécia (país criador dos Jogos), Rússia (onde ocorreram os últimos Jogos Olímpicos de Inverno), Brasil, Coreia, Japão e China (países que receberão as próximas edições de verão e de inverno). Isso porque é no marco de um ano para os Jogos que todos os Comitês Olímpicos Nacionais do mundo recebem a convocação oficial do COI.
Representantes da Grécia, Rússia, Coreia do Sul, Japão, China e Brasil receberam os convites oficiais para o Rio 2016
Na cerimônia estavam atletas Olímpicos de várias gerações, além da presidente Dilma Rousseff, do ministro do Esporte George Hilton, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, da presidente da Comissão de Coordenação do COI, Nawal El Moutawakel, e do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.
O evento era oficial, mas a criatividade brasileira inovou dentro do protocolo. “Ao invés de fazer uma contagem regressiva, insistimos para que o cronômetro andasse para frente”, contou Carla Camurati, diretora do programa de Cultura do Comitê Rio 2016. “No Brasil, a gente gosta de andar para frente”, endossou Gringo Cardia, que assinou a cenografia. Assim foi: o relógio partiu do zero no telão do fundo do palco.
(FOTOGALERIA: Veja aqui imagens da cerimônia de um ano para os Jogos Olímpicos Rio 2016)
Para mostrar ao mundo como “se faz no Rio de Janeiro”, como disse o mestre de cerimônias, os cantores Diogo Nogueira e Roberta Sá abriram o show Sons do Rio com um dueto nas músicas Valsa da Cidade e Alma Boêmia, enquanto o telão exibia uma colagem de imagens do Rio antigo. “Nesta festa de um ano, o mundo começa a sentir o que serão os Jogos Olímpicos no Brasil”, comentou Diogo, que presenteou os atletas que estavam no evento com seu CD. “Tenho certeza de que vamos mostrar que somos uma gente que balança, mas não cai. Assim como o samba”, completou sua parceira de palco, após o show.
Vinicius vestiu traje de gala para a cerimônia de um ano para os Jogos Olímpicos e fez a alegria dos convidados
Depois que Roberta e Diogo revezaram bossas novas como O sol nascerá e Copacabana, Zeca Pagodinho chegou para selar o espírito carioca na atmosfera Olímpica. “Vou torcer para que os Jogos do Rio nos tragam muitas medalhas. Pra gente comemorar bastante, porque é isso que o carioca sabe fazer de melhor”, incentivou Zeca, que começou sua participação no show cantando Ser humano, música de sua autoria que fala sobre a força do superação. Simultaneamente o telão exibia imagens de ídolos do esporte brasileiro em ação, como Oscar Schmidt e Gustavo Kuerten. “Deu vontade de chorar”, disse Alessandra Oliveira, jogadora da seleção brasileira de basquetebol que levou medalhas de prata nos Jogos Atlanta 1996 e de bronze em Sydney 2000.
A celebração de um ano para os Jogos acabou sem cerimônia: com batucada de carnaval da escola de samba mirim Mangueira do Amanhã. Juntos no palco, Diogo, Roberta e Zeca partiram com a clássica Cidade Maravilhosa, fazendo atletas e autoridades balançarem os pés. “Foi o encerramento mais lindo, que mostrou bem o que é o Brasil, com a disciplina contagiante do ritmo da Mangueira do Amanhã. A bateria dessa meninada mostrou tudo o que será os Jogos do Rio, com muita organização, alegria e competitividade”, concluiu Dunga, técnico da seleção brasileiro de futebol e medalha de prata, como jogador, em Los Angeles 1984 e de bronze, como treinador, em Pequim 2008.
