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Um mundo novo

Tem brasileiro abrindo os caminhos nos campos do hóquei sobre grama

Por Rio 2016

Seleção que conseguiu classificação inédita para os Jogos empata no jogo de estreia de evento-teste em Deodoro

Tem brasileiro abrindo os caminhos nos campos do hóquei sobre grama

Matheus Borges, herói da classificação para os Jogos, fez o gol do Brasil no empate contra Trinidad e Tobago nesta terça-feira (24) (Alexandre Loureiro/Rio 2016)

O cenário são os Jogos Pan-Americanos Toronto 2015 e Brasil e Estados Unidos se enfrentam nas quartas-de-final da disputa masculina do hóquei sobre grama. Para se garantir nos Jogos Olímpicos, o Brasil precisa terminar o Pan entre os seis primeiros colocados. Uma vitória sobre os norte-americanos garante o avanço às semifinais e a classificação para o Rio 2016. Após o camisa 10 da equipe verde e amarela abrir o placar, os EUA empatam e o jogo termina em 1 a 1 - a decisão vai para a disputa de shootouts. O goleiro brasileiro defende duas bolas, e a seleção canarinho vence por 3 a 1: vaga garantida nos Jogos Olímpicos pela primeira vez na história e com a estreia ocorrendo logo em casa. 

A classificação dramática consagrou dois heróis. O camisa 10 é Matheus Borges, carioca de 22 anos. O goleiro Rodrigo Faustino, da mesma idade, nasceu em Florianópolis. Ambos lideram o Brasil no Campeonato Internacional de Hóquei sobre Grama, evento-teste dos Jogos da série Aquece Rio - e esperam escrever mais uma página da história do esporte no Brasil no Rio 2016.

"Vai ser muito difícil, mas prazeroso também. Os caras que ficamos admirando pela TV e pela internet estarão frente a frente com a gente, no campo. É uma oportunidade única", conta Faustino.

O goleiro Rodrigo Faustino em ação na partida contra Trinidad e Tobago, em Deodoro (Foto: Alex Ferro/Rio 2016)

 

'Vai ser diferente, com certeza. E muito especial também. A gente não costuma jogar com torcida. Quando tem, é contra a gente'

Rodrigo Faustino, goleiro da seleção brasileira, sobre jogar com apoio da torcida

Para Matheus, a vontade de disputar os Jogos Olímpicos é tanta que ele traz os aros Olímpicos no corpo desde 2010. A tatuagem, no antebraço direito, foi uma forma que Matheus encontrou para nunca se esquecer do seu maior objetivo.

"Disputar os Jogos Olímpicos sempre foi um sonho. Conseguir realizá-lo agora e diante da nossa torcida vai ser fantástico", diz o camisa 10.

Matheus (10) tem os aros Olímpicos tatuados no braço desde 2010 (Foto: Alexandre Loureiro/Rio 2016)

 

Ambos iniciaram a carreira no esporte após ouvir, ainda na escola, o técnico brasileiro Cláudio Rocha contar sobre o projeto do hóquei sobre grama para o Brasil. Matheus começou a jogar em 2008, após assistir ao hóquei nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Faustino começou em 2003  e 13 anos depois terá a oportunidade de defender a camisa do Brasil diante da própria torcida.

"Vai ser diferente, com certeza. E muito especial também. A gente não costuma jogar com torcida. Quando tem, é contra a gente. Mas qualquer grito que a gente ouve, fingimos que é pra nos apoiar", brinca o goleiro.

Nesta terça-feira (24), primeiro dia de disputas do evento-teste, o Brasil empatou com Trinidad e Tobago por 1 a 1. Adivinha só quem fez o gol do Brasil. Acertou quem disse Matheus Borges.

"A ideia é marcar sempre. Mas, melhor do que isso, é fazer um bom jogo", afirma Matheus. 

Nesta quarta-feira (25), Rodrigo Faustino defenderá a meta brasileira contra o México, que perdeu para o Chile por 6 a 1 em seu jogo de estreia. O confronto contra os goleadores chilenos será o terceiro e último da primeira fase, na sexta-feira (27).

"Espero fechar o gol, porque perdemos pro Chile duas vezes nos Jogos Pan-Americanos e estamos meio engasgados, então vamos para cima", ressalta Rodrigo Faustino.