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Um mundo novo

Sete trilhas de tirar o fôlego na cidade dos Jogos Olímpicos

Por Rio 2016 Atualizado em 12/07/2016 — 15H54

Para entrar no espírito do Rio 2016, separamos uma seleção de caminhadas espetaculares, a maioria oferecendo vistas únicas das instalações olímpicas

Sete trilhas de tirar o fôlego na cidade dos Jogos Olímpicos

Aproveite os Jogos Olímpicos para curtir trilhas cariocas com paisagens exuberantes (Foto: Visit.Rio)

Cristo Redentor

Existe um caminho menos percorrido para a atração mais celebrada do Rio. Todo ano, cerca de três milhões de pessoas visitam a estátua do Cristo Redentor, um monumento art déco que proporciona uma vista única do alto dos 710 metros no topo do morro do Corcovado. Poucas dessas pessoas caminham até ali - e vocês não sabem o que estão perdendo. Neste ano Olímpico, existe forma melhor de realizar sua lista de desejos do que escalar o monumento até o topo?

A trilha tem início no Parque Lage, um magnífico espaço verde próximo ao Jardim Botânico. O parque é a casa de uma escola de arte, um super-recomendado café com direito a aquário natural e prédios cujas estruturas remontam a épocas passadas. Desse ponto, uma caminhada um pouco cansativa, mas suportável, leva entre 90 minutos e duas horas, passando pela floresta densa que leva ao topo do Corcovado e cruzando a linha do bondinho que a maioria dos turistas usa para a visita. Você, ainda assim, terá de pagar pelo acesso ao monumento, mas é um preço menor para uma inesquecível peregrinação pessoal até uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. 

Trilha ao topo do Corcovado oferece ângulos incríveis do Cristo (Foto: Visit Rio/Alexandre Macieira)

Morro da Urca

A segunda atração mais popular do Rio de Janeiro é menos acessível aos adeptos das caminhadas. Se você quiser chegar ao topo do Pão de Açúcar sem usar os tradicionais bondinhos, terá de fazer uso de cordas e grampões. Mas, para aqueles que não são escaladores de montanhas, existe um tentador meio-termo: uma trilha de 40 a 50 minutos que leva diretamente à primeira parada do bondinho, no morro da Urca. Essa caminhada vai levar você das agitadas ondas da Baía de Guanabara ao meio de uma floresta com pássaros, répteis e macacos. Desse ponto, paga-se um preço reduzido para chegar ao Pão de Açucar. Além disso, ficar por ali por um tempo também proporciona uma ótima visão do ponto das competições Olímpicas de vela. 

Do Morro da Urca se vê toda a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar (Foto: Visit Rio)

Parque da Catacumba

É uma caminhada pelo parque, literalmente. Até os anos 1960, uma favela permanecia na inclinação dessa colina suave no lado leste da Lagoa Rodrigo de Freitas. Agora, abriga um parque de esculturas e atividades ao ar livre, num centro popular para crianças e famílias. Uma caminhada de 30 minutos desde a entrada leva ao Mirante do Sacopã, com vista para a Lagoa e, na outra margem, os bairros de Ipanema e Leblon. Vá lá para assistir às competições de remo e canoagem e você terá os melhores “assentos” que poderia conseguir. 

Morro Dois Irmãos

Muitas pessoas se sentem incomodadas com a ideia de fazer um "favela tour". Numa caminhada ao topo do Dois Irmãos, os morros gêmeos no alto das praias de Ipanema e do Leblon, você pode combinar uma autêntica e pouco explorada experiência numa favela a uma das vistas mais espetaculares do Rio. Tours organizados ajudam a entender melhor o estilo de vida diferente e hospitaleiro da comunidade do Vidigal. 

Uma alternativa é embarcar numa minivan ou em uma mototáxi, para seguir da entrada do Vidigal até o início da trilha. Dali, são mais ou menos 50 minutos de caminhada até o topo, com direito a impressionantes vistas da maior favela da cidade - a Rocinha -, de um lado, e de bairros conhecidos como Ipanema, Leblon, Jardim Botânico e Gávea, do outro. Nenhuma outra vista da cidade Olímpica garante diversidade tão interessante.

Pedra Bonita

O nome já diz tudo, não há o que discutir. Na divisão entre as zonas sul e oeste, na Barra da Tijuca, onde está a maioria das instalações Olímpicas, a Pedra Bonita oferece deslumbrante vista da cidade em todas as direções. É dali que partem asas-delta e paragliders pelo ar, antes de pousarem em São Conrado, na praia logo abaixo. 

A melhor maneira de acessar a trilha é pela íngreme Estrada das Canoas, que sai da praia de São Conrado pela Floresta da Tijuca. Em agosto, ciclistas estarão dando o máximo nessa tortuosa e esplêndida subida. Do estacionamento onde está a rampa de salto, são cerca de 30 a 40 minutos de subida pela floresta. Borboletas e macacos são companhias esperadas. 

Da Pedra Bonita é possível observar a Barra da Tijuca (Foto: Visit Rio)

Pedra da Gávea

A vista do topo dos 844 metros da Pedra da Gávea é uma das mais conhecidas da cidade. Chegar ao topo desse maciço de granito é a escalada mais desafiadora do Rio e tem a vista mais espetacular. É melhor acessada pela Barra da Tijuca, onde ficam o Parque Olímpico e a Vila dos Atletas. Como você não é um atleta olímpico, permita-se algo em torno de três horas para chegar ao topo. Existe até um trecho em que terá de escalar praticamente na vertical, entre rochas. 

Da parte plana, num dia de céu claro, podem ser vistas asas-delta cruzando o céu, enquanto cargueiros e barcos a vela passam pelo azul do Oceano Atlântico. É uma intensa e exaustiva escalada, mas a lembrança fica para sempre.

Pedra do Telégrafo

Nessa escalada, você terá chegado a um dos pontos mais distantes do Rio 2016, logo depois de onde, em agosto, os ciclistas e maratonistas estarão competindo. A chamada Pedra do Telégrafo foi um dos pontos de comunicação postal durante a Segunda Guerra Mundial e está localizada a oeste de Grumari, nos arredores das praias mais desertas e da floresta subtropical. Pouco conhecida até o ano passado, a trilha ganhou fama internacional nas redes sociais. Uma ilusão de ótica proporciona fotos que vão impressionar seus amigos e familiares, como se você estivesse arriscando sua vida na cidade Olímpica.