Selos ajudam a contar a história dos Jogos Olímpicos
Dono de antiquário e colecionador, Fernando França Leite reúne há mais de três décadas acervo de 4 mil selos relacionados aos Jogos
Dono de antiquário e colecionador, Fernando França Leite reúne há mais de três décadas acervo de 4 mil selos relacionados aos Jogos
(Foto: Rio 2016/André Naddeo)
Para um colecionador, são inúmeras as formas de recordar e contar os mais de 100 anos de história Olímpica: livros, filmes, moedas, pins... No caso de Fernando França Leite, dono de um antiquário na zona norte do Rio de Janeiro, a opção é pela filatelia.
Com um acervo estimado em 4 mil selos referentes ao tema, ele recebeu o Rio2016.com em seu antiquário e abriu com exclusividade a preciosa coleção, guardada em fichários especiais, cada unidade envolta em um plástico individual. “Como o selo não é muito caro, diferente das medalhas e das moedas, é mais fácil acumular um acervo como o meu. Um acervo que hoje tem um valor histórico”, define.
Dentro de sua vasta coleção, França destaca dois itens que considera "os mais preciosos". Um é o selo oficial dos Jogos Olímpicos Londres 1948, segundo ele considerado muito raro. Outro, de Berlim 1936, ele diz ser um selo “diferente e muito difícil de se encontrar, muito procurado pelos colecionadores temáticos.”
As origens das preciosidades são as mais variadas. “Mesmo países de pouca tradição Olímpica contribuem, produzindo selos maravilhosos sobre o tema”, explica França, mostrando uma preciosa coleção de países como Burundi e Guiné-Bissau, no continente africano, e Yemen, na Ásia.
“O Brasil também sempre colaborou”, disse, mostrando postais produzidos especificamente para os Jogos, com envelope e carimbos de Moscou 1980, Los Angeles 1984 e Seul 1988. Ele já adquiriu selos da Rio 2016, obviamente, além de estar terminando sua coleção de moedas comemorativas de R$ 1 feitas pela Casa da Moeda especificamente para a ocasião dos Jogos.
Preciosidades: selos de Londres 1948 e Berlim 1936 (da dir. para a esq.) (Foto: Rio 2016/André Naddeo)
As mais diversas modalidades são retratadas nos selos, como atletismo, basquetebol e futebol. Mas, segundo conta o colecionador, o esporte nem sempre é o tema predominante. “Alguns países aproveitam a ocasião dos Jogos Olímpicos também para divulgar sua cultura”, diz, apontando para uma coleção em que obras de arte japonesas são expostas junto dos aros Olímpicos, por ocasião dos Jogos Los Angeles 1984.
Ao longo de mais de 30 anos, o colecionador explica que recorre a fóruns na internet e a leilões oficiais para adquirir suas preciosidades Olímpicas, bem como a uma rede de colecionadores.
Selos produzidos pelos russos para Montreal 1976 e Moscou 1980 (Foto: Rio 2016/André Naddeo)
Aos que pensam em começar agora uma coleção, os Jogos Rio 2016 são uma ótima oportunidade. São três diferentes coleções à venda, num total de 65 diferentes peças, cada uma ao custo de R$ 1,30. A tiragem total será de 2,4 milhões de selos, que podem ser adquiridos nas agências dos Correios, na loja virtual (www.correios.com.br/correiosonline) ou na Central de Vendas à Distância (centralvendas@correios.com.br).