"Preparados para vencer", judocas do Brasil apontam maiores obstáculos ao ouro no Rio 2016
Equipe de judô do Brasil se reúne no Rio de Janeiro, analisa os adversários e ajuda o público na torcida por medalhas na modalidade
Equipe de judô do Brasil se reúne no Rio de Janeiro, analisa os adversários e ajuda o público na torcida por medalhas na modalidade
Sete homens e sete mulheres, uma dupla em cada categoria: com estreantes e medalhistas Olímpicos, seleção se apresenta no aeroporto Santos Dumont (Foto: André Motta)
"Preparados para vencer". Foi com esse slogan que a seleção Olímpica de judô do Brasil foi apresentada nesta quinta-feira (2), no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, um dia após ter sido convocada. O Rio2016.com conversou com cada um dos 14 judocas da seleção na tentativa de apontar os principais rivais dos brasileiros na corrida pelo ouro Olímpico. Abaixo segue o resultado da análise, um guia para o espectador que pretende comprar ingressos e apoiar a equipe brasileira.
Feminino (até 48kg): Sarah Menezes - 4ª do ranking
"A minha categoria é muito equilibrada. A Ami Kondo (Japão), a Charline van Snick (Bélgica), a Julia Figueroa (Espanha) e a Paula Pareto (Argentina) são algumas da longa lista pra ficar de olho aberto."
Masculino (até 60kg): Felipe Kitadai - 14º do ranking
"O número 60 do mundo foi bronze no último Mundial: isso já explica o equilíbrio da categoria. Mas apontaria o Yeldos Smetov (Cazaquistão) como um nome fortíssimo."
Sarah Menezes tenta o bi Olímpico nos Jogos Rio 2016 (Foto: Getty Images/Alexander Hassenstein)
Feminino (até 52kg): Érika Miranda - 4ª do ranking
"Tenho adversárias de todos os tipos até o ouro. Tem a Misato Nakamura (Japão), mais técnica; a Majlinda Kelmendi (Kosovo), que tem muita força; e a Andreea Chitu (Romênia), que domina golpes pra todos os lados."
Masculino (até 66kg): Charles Chibana - 19º do ranking
"A gente treina para explorar o ponto fraco de cada adversário. Alguns dos mais fortes são o Tomofumi Takajo (Japão), o Mikhail Pulyaev (Rússia),o Kilian Le Blouch (França) e o Sebastian Seidl (Alemanha)."
Majlinda Kelmendi é uma das preocupações de Érika Miranda (de azul) (Foto: Getty Images/Buda Mendes)
Feminino (até 57kg): Rafaela Silva - 14ª do ranking
"Não sinto pressão dentro de casa. Vejo todos os gritos como um incentivo, uma força a mais que vou precisa contra os adversários, como a Chen-Ling Lien (Taipei), que tem um estilo chato, de ganhar as lutas por penalidades dos adversários."
Masculino: (até 73kg): Alex Pombo - 27º do ranking
"Um cara muito perigoso é o Shohei Ono (Japão), mas não faço preparação muito específica. Estou preparado para todas as situações de luta."
Rafaela Silva: sem "enrolo" se enfrentar Chen-Ling Lien, de Taipei (Foto: Getty Images/Buda Mendes)
Feminino (até 63kg): Mariana Silva - 16ª do ranking
"A Clarisse Agbegnenou (França) é muito boa, tem um estilo de mais força. Já a Tina Trstenjak (Eslovênia) é mais ágil. Nunca ganhei uma luta contra elas, mas agora a situação vai ser diferente, com o apoio dos amigos e da família."
Masculino (até 81kg): Victor Penalber - 7º do ranking
"Pressão por lutar em casa? Quem tem que sentir pressão é o adversário. Aponto como favoritos os últimos campeões mundiais: Avtandili Tchirikishvli (Geórgia), Loic Pietri (França) e Takanori Nagase (Japão).
Tchirikishvli (de azu) é um dos adversários de Penalber (de branco) (Foto: Getty Images/Atsushi Tomura)
Feminino (até 70kg): Maria Portela - 14ª do ranking
"A Kim Polling (Holanda) liderou quase todo o ciclo Olímpico desde Londres 2012, e vejo isso como uma motivação a mais para vencê-la."
Masculino (até 90kg): Tiago Camilo - 20º do ranking
"Vou para a quarta edição dos Jogos, e cada uma tem um desafio novo. Nessa, destaco o Dong Han Gwak (Coreia do Sul) como principal adversário."
Tiago Camilo disputa sua quarta edições de Jogos Olímpicos (Foto: Getty Images/Latin Content)
Feminino (até 78kg): Mayra Aguiar - 4ª do ranking
"São muitas as adversárias. Muita gente lembra sempre da Kayla Harrison (Estados Unidos), mas ela é só uma delas. A Audrey Tcheumeo (França) e a Mami Umeki (Japão) são algumas adversárias muito fortes."
Masculino (até 100kg): Rafael Buzacarini - 24º do ranking
"O último campeão mundial, Ryonosuke Haga (Japão), é muito perigoso. Ele tem um uchimata (golpe que encaixa o calcanhar entre as pernas do adversário, projeteando-o) muito forte, difícil de parar"
Mayra (de azul) e Harrison já têm rivalidade popular no circuito mundial (Foto: Getty Images/Harry How)
Feminino (mais de 78kg): Maria Suelen Altheman - 12ª do ranking
"Nunca venci a Idalys Ortiz (Cuba), mas agora é em casa, ela é que viaja até aqui, ela é que vai sentir a pressão."
Masculino (mais de 100kg): Rafael Silva - 9º do ranking
"O Teddy Riner (França) não perde uma luta desde 2010. Nunca consegui vencê-lo, mas já sei de várias maneiras de como não ganhar dele (risos). Agora preciso descobrir uma que funcione."
Rafael Silva (de branco): como bater o invicto Teddy Riner? (Foto: Getty Images/Buda Mendes)