Tudo indica que a Nova Zelândia vai parar neste domingo (20) para assistir aos “All Blacks”, como é conhecida a equipe neozelandesa de rugby, enfrentarem a Argentina na partida que marca o início da defesa do título da Copa do Mundo de Rugby Union 2015. Para o capitão da seleção Olímpica dos “All Blacks” - que joga a versão sevens -, o mesmo vai acontecer quando o esporte voltar aos Jogos Olímpicos no ano que vem.
“Rugby é a paixão nacional da Nova Zelândia e, sempre que os All Blacks estão jogando, o país inteiro se mobiliza para assistir. Todas as crianças no país querem fazer parte da nossa equipe, assim como tenho certeza que toda criança no Brasil sonha em jogar futebol. O burburinho sobre os Jogos Olímpicos do Rio já existe em todos os cantos da Nova Zelândia”, disse Curry em entrevista exclusive ao site rio2016.com.
A expectativa não é para menos. A versão tradicional do esporte, com 15 jogadores de cada lado, esteve presente no programa Olímpico nas edições de 1900, 1908, 1920 e 1924. Após 92 anos fora do maior evento esportivo do mundo, o rugby voltará remodelado, com jogadas mais rápidas e apenas 7 jogadores em cada lado. A ideia é permitir que o esporte possa se desenvolver em nações com menos tradição na modalidade.
“Fazer parte dos Jogos Olímpicos é muito importante para o rugby sevens. Isso mostra como o nosso jogo está crescendo internacionalmente, e dá aos novos países uma chance real de já chegar com uma medalha. São apenas sete jogadores, defendendo um campo convencional de rugby. Isso significa que muitos pontos são marcados e todos as partidas são emocionantes”, contou.

Curry disse que pretende fazer a Haka se conquistarem o ouro no Rio 2016 (Foto: Cereal TV/New Zealand Rugby Union)
A Nova Zelândia confirmou a sua vaga no Rio 2016 ao conquistar o terceiro lugar na Liga Mundial de Rugby Sevens do ciclo 2014-2015. Fiji, África do Sul e Grã-Bretanha, Brasil, Argentina, Estados Unidos e França são os adversários dos All Blacks definidos até o momento – ainda há quatro vagas pendentes para classificação.
A equipe virá ao Rio como uma das favoritas ao ouro Olímpico, embora o capitão garanta não dar nada como certo.
“Por serem jogos curtos, o rugby sevens é muito imprevisível e existem muitos times competitivos. Mas acredito que teremos uma boa chance se conseguirmos a combinação certa de jogadores e aplicarmos a jogada certa para derrotar cada equipe que enfrentarmos”, concluiu.
Curry prometeu ainda mostrar a Haka, a tradicional dança de guerra típica do povo maori, para comemorar caso conquistem o ouro no Rio. Mas, independentemente do lugar no pódio, o neozelandês espera viver uma experiência “fantástica” na Cidade Maravilhosa.
“Se os brasileiros forem minimamente apaixonados pelos Jogos Olímpicos como são pelo futebol, tenho certeza que o Rio 2016 será inesquecível”, contou.
Confira as demais entrevistas realizadas com os atletas Olímpicos Chad le Clos, Jessica Ennis-Hill, Sardar Singh, Carli Lloyd, Serginho, Anna Meares e Lin Dan.