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Um mundo novo

Revezamento da tocha no Rio é marcado por encontro de Parreira e Zagallo e personagens da cidade

Por Rio 2016

Da zona oeste à zona sul, passando pela zona norte, artistas, atletas, nomes da gastronomia, da educação e até o Prêmio Nobel da Paz participaram do percurso

Revezamento da tocha no Rio é marcado por encontro de Parreira e Zagallo e personagens da cidade

Foto: Rio2016/Fernando Soutello

Depois de percorrer o Brasil e passar por 394 cidades, a chama Olímpica chegou ao Rio para ficar e nesta quinta-feira (5) passeou da zona oeste à zona sul, mostrando a diversidade do revezamento e da cidade. A identidade carioca norteou o dia, que teve surfe, samba, artistas e representantes da gastronomia, da educação, da moda com cunho social e do esporte.

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O dia começou na Vila dos Atletas com seis esportistas Olímpicos de diferentes países, incluindo o Time Olímpico de Refugiados, e um voluntário. A velocista Anjelina Nadai Lohalith, do Sudão do Sul, que fugiu de seu país aos 6 anos e é atleta dos 1500m, encerrou o revezamento na Vila, ressaltando a mensagem de paz: “É uma grande oportunidade representar todos os refugiados que sofrem no mundo nesse momento. Espero chamar a atenção para nossa causa”.

 

 

A Praia da Macumba foi o segundo ponto do dia, onde o surfista Rico de Souza, veterano do surfe nacional, teve a difícil tarefa de manter a tocha acesa conduzindo do mar até a areia. Difícil porque o mar não ajudou, mas ele fez bonito, se emocionando e comovendo a quem estava assistindo.

 

 

No Recreio, a surfista de ondas grandes Maya Gabeira também foi condutora e festejou o fato de o surfe ter entrado para o calendário oficial dos Jogos Olímpicos, decisão anunciada na quarta-feira pelo COI: “Teremos uma geração brilhante disputando no surfe em Tóquio 2020. Tenho certeza de que teremos medalhas para o Brasil”. O surfista de longboard Phil Rajzman, filho do ídolo do voleibol Bernard, endossou. Assim como Pedro Scooby.

                       Maya Gabeira comemorou a inclusão do surfe nos Jogos Tóquio 2020 (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)

Comemorando a vaga no Rio 2016, os velejadores Isabel Swan e Samuel Albrecht medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos Pequim 2008, conduziram a tocha no trecho entre Recreio e Barra da Tijuca. "Estamos muito animados, pois os treinos na raia Olímpica foram muitos bons". 

A imagem do dia foi o encontro de Parreira com Zagallo, um dos maiores vencedores do futebol brasileiro. Mesmo com a saúde debilitada, o Velho Lobo fez questão de conduzir a chama com a ajuda do filho. Ele quer ver o Brasil campeão para “desentalar” o bronze em Atlanta 1996, quando era técnico e a seleção levou uma virada histórica da Nigéria na semifinal. “Espero que nosso time possa conquistar o ouro. Fiquei sabendo agora que tocha Olímpica tem 13 letras", brincou ele, famoso por ser supersticioso e adorar o número 13.

 Momento emocionante do dia: encontro entre Parreira e Zagallo (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)              

Para Parreira, que foi a sete Copas do Mundo e quatro Olimpíadas, participar do revezamento ao lado de Zagallo foi incrível: "É um privilégio muito grande participar dos dois maiores eventos do mundo”. Capitão do penta em 2002, Cafu foi outro ídolo do futebol que exaltou a experiência de conduzir a tocha. Jorginho, da primeira geração do beach soccer, três vezes eleito melhor jogador do mundo, e Hilton Santos Junior, nove vezes campeão mundial, representaram o futebol de areia.

 

 

Na Barra, personagens da cidade, como a rainha de bateria do Salgueiro Viviane Araújo, a atriz Sheron Menezzes e o promoter David Brazil levaram alegria à orla e fizeram a festa do público. A estudante Lorrayne Gonçalves Isidoro, que levou o Brasil à Olimpíada Internacional de Neurociências, realizada entre 30 de junho e 4 de julho na Dinamarca, representou a educação. “Espero que eu consiga transmitir muita coragem a todos”, disse.

            Viviane Araújo conduziu a chama Olímpica na Barra da Tijuca (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)

 

Da Barra o revezamento da tocha Olímpica foi para Campo Grande, onde dois grandes nomes internacionais roubaram a cena, o ucraniano Sergey Bubka, um dos maiores nomes do salto com vara de todos os tempos, e o indiano Muhammad Yunus, que trabalha há 40 anos para empoderar os jovens e as famílias através do microcrédito social. Encantado com o povo brasileiro, Yunus queria encostar nas pessoas e era abordado para tirar fotos. Prêmio Nobel da Paz, o banqueiro bengali comemorou: “Esse é um momento de inspiração e de união dos povos”.

 

                      Ainda na Zona Oeste, Marcos Frota encarnou um de seus personagens mais famosos na televisão e mostrou a emoção de conduzir a chama Olímpica na cidade.

 

 

A tocha passou por Realengo, Bangu, Deodoro e ganhou o coração da zona norte com uma festa com grandes nomes do samba em Madureira, no Palácio Rio 450. Monarco e Tia Surica cantaram “Foi um rio que passou em minha vida”, de Paulinho da Viola. “Carnaval tem todo ano, mas levar a chama é diferente", disse Monarco. "Pratiquei atletismo na juventude e sempre sonhei em participar dos Jogos Olímpicos. Hoje realizo meu sonho e quero dedicar essa vitória a todos os meus colegas da juventude", falou Marquinhos de Oswaldo Cruz, um dos comandantes do Trem do Samba.

                  Tia Surica e Monarco: a história do samba (Foto: Rio2016/Andre Luiz Mello)

De Madureira, o revezamento foi para a Praça Mauá, onde a top Adriana Lima, uma das mais bem pagas modelos do mundo, acendeu a pira de celebração. A baiana estava radiante. Praticante de boxe há mais de dez anos, ela não se conteve. “Rio, eu amo você! É um prazer estar aqui curtindo este momento histórico para o Brasil”, vibrou, segurando a tocha.

                     A top Adriana Lima acendeu a pira da celebração na Praça Mauá (Foto: Rio2016/Andre Luiz Mello)

O revezamento recomeçou na zona sul da cidade, partindo do Baixo Gávea lotado, com a apresentadora Cissa Guimarães, e seguindo para o Leme, passando por Leblon, Ipanema e Copacabana. Mãe do cantor Cazuza, Lucinha Araújo, presidente da Sociedade Viva Cazuza, festejou o revezamento e a realização dos Jogos. "Eu sou brasileira, carioca, e nunca me senti tão patriota, participando de um evento tão brasileiro".

 

 

Foi a hora de flertar com a gastronomia carioca, com a participação da chef Roberta Sudbrack, do garçom Agnaldo Rodrigues, do Galeto Sat’s, tradicional bar da boemia de Copa, e de David Bispo. Pescador e dono do Bar do David, no Chapéu Mangueira, Bispo é um símbolo de união entre favela e asfalto e, com sua boa mão na cozinha, ganhou o mais alto lugar no pódio do concurso nacional Comida Di Buteco.

         Agnaldo, do Galeto Sats, foi ovacionado ao conduzir a chama Olímpica em Copacabana (Foto: Rio 2016/Andre Luiz Mello)

 "Poder representar uma favela nos Jogos Olímpicos é um privilégio. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo. Espero servir de exemplo para os nossos jovens", disse Bispo. Roberta foi atleta de handebol e realizou o sonho de ir para os Jogos Olímpicos como chef de cozinha do Comitê Olímpico Brasileiro – ela era responsável pela comida dos atletas em Londres 2012. “Achei que aquele seria o ápice da minha carreira, agora estou vendo que isso caiu por terra. Estou muito emocionada, superfeliz com a chance de conduzir a tocha, com a chance de representar o Brasil e o Rio, que foi a cidade que escolhi para viver e construir os meus sonhos. Momento único para qualquer pessoa. Para uma ex-atleta, que tem alma de atleta, é indescritível”.