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Um mundo novo

Remanescente de Atenas, Serginho "sai da UTI" para ganhar seu segundo ouro aos 40

Por Denise Mirás

Único jogador presente na campanha de 12 anos trás, líbero revelou confiança no time

Remanescente de Atenas, Serginho "sai da UTI" para ganhar seu segundo ouro aos 40

Incrédulo, Serginho olha para a festa as arquibancadas do Maracanãzinho após a conquista do ouro (Foto: Getty Images/Tom Pennington)

Doze anos se passaram desde o ouro de Atenas 2004, o primeiro da seleção brasileira masculina de voleibol com o técnico Bernardinho no comando. Neste domingo (21), o tradicional peixinho na quadra se repetiu, após nova vitória diante da Itália, desta vez diante de um Maracanãzinho lotado de torcedores que apoiaram os donos da casa incessantemente. Entre as duas conquistas, o ponto em comum, além de Bernardinho, vestia a camisa dez do Brasil e atendia pelo nome de Serginho.

O líbero, eleito melhor jogador do mundo em 2009, viveu um ciclo Olímpico complicado após a prata em Londres 2012. Primeiro, considerou seu ciclo na seleção encerrado. Depois, uma cirurgia nas costas colocou em dúvida o futuro de sua carreira. Aos 40 anos, aceitou o desafio de voltar a jogar na seleção pelo sonho de conquistar mais um ouro, desta vez jogando em casa.

"Desde o primeiro dia de treinos em Saquarema disse que essa equipe não ia morrer pagã. Nós merecíamos muito ganhar esse ouro. Antes do jogo contra a França, quando podíamos ser eliminados na primeira fase, reuni os jogadores e disse a eles que estava me sentindo numa UTI, mas que ia lutar pela minha vida e que precisava da ajuda deles. Era minha última chance de ser bicampeão Olímpico, eles entenderam o recado e foram fundamentais na nossa reação. Foi a vitória de um grupo que merecia", revelou o líbero.

Ao lado capitão Bruno, o líbero foi um dos líderes da equipe comandada por Bernardinho dentro e fora de quadra. O levantador, grande amigo de Serginho, enalteceu a importância de sua presença no grupo.

"O Serginho é mais do que um amigo e um irmão para nós. Ele é um exemplo porque dá a alma nos treinos nos jogos. Ele falou que estava se sentindo na UTI e, depois da final, nos lembramos dessa história e choramos muito na quadra", comentou o levantador brasileiro.

Bruno e Serginho choram abraçados após a conquista do ouro Olímpico no Rio 2016 (Foto: Getty Images/Tom Pennington)

Um dos mais jovens do grupo, o ponteiro Lucarelli reforçou as palavras do capitão e revelou seu orgulho por ter ao lado um dos maiores jogadores da história.

"O que me chama mais a atenção nele é a simplicidade. Um cara que já tem quatro medalhas Olímpicas, e ter a humildade dele, não é para qualquer um", elogia o ponteiro.

Com quatro medalhas Olímpicas, três títulos mundiais e inúmeras conquistas individuais no currículo, Serginho já sabe qual o seu próximo desafio. Pena que ele está bem longe das quadras.

"Agora só quero dormir na minha cama, ir ao aniversário dos meus filhos, andar a cavalo e tomar a minha tubaína sem me preocupar...missão cumprida", despediu-se o líbero.

Seginho em Atenas 2004, que seria eleito o melhor jogador do mundo em 2009 (Foto: Getty Images/Adam Pretty)