Reggae embala festa por Usain Bolt na Casa da Jamaica
Visitantes curtem o melhor da música e da cultura da Jamaica e assistem ao velocista brilhar no Estádio Olímpico
Visitantes curtem o melhor da música e da cultura da Jamaica e assistem ao velocista brilhar no Estádio Olímpico
Festa foi colorida em verde, amarelo e preto na noite em que Bolt conquistou seu primeiro ouro no Rio 2016 (Foto: Rio 2016/Paulo Múmia)
Para sorte dos fãs sem ingresso para ver Usain Bolt no Estádio Olímpico (Engenhão), havia um plano B na noite deste domingo (14). Localizada no Jockey Club do Rio, na Gávea, a Casa da Jamaica chacoalhou ao som de reggae, recheada de fãs vestindo verde, amarelo e preto, as cores da bandeira do país caribenho. Era noite de ver o atleta favorito da terra de Bob Marley.
Embalada pelo som do DJ Narity, a festa começou barulhenta. Foi só às 22h25, quando Bolt se alinhou para defender o bicampeonato Olímpico dos 100m rasos, que a multidão ficou tensa e em silêncio. Será que o atleta favorito dos Jogos Rio 2016 conseguiria cumprir a missão? Será que ele conseguiria o inédito tricampeonato dos 100m?
Sim, ele conseguiria. Claro que conseguiria.
Fãs exibem a bandeira da Jamaica antes da semifinal dos 100m (Foto: Rio 2016/Patrick Marché)
Ouro assegurado, a festa voltou a ficar barulhenta. Ainda mais barulhenta, na verdade. Foi nesse ambiente que surgiu um convidado VIP: o primeiro-ministro da Jamaica Andrew Holness. "Estou orgulhoso de Usain Bolt. Um atleta assim surge uma vez a cada cem anos", exaltou. "Ele mostra o que o ser humano pode fazer se trabalhar duro e for comprometido", disse ele ao som da música One Love, de Bob Marley.
"Usain conseguiu o que eu considero um feito quase impossível. Ele é nosso amado filho. Pelo que vi no estádio, o mundo inteiro tem orgulho dele. O estádio todo queria que ele vencesse", afirmou Holness. "Foi uma experiência eletrizante, nunca vi nada assim antes. E acho que nunca mais verei."
Entre os tantos visitantes estava Olivier Siegelaar, atleta do remo dos Países Baixos e medalhista de bronze na sexta-feira. "Acabei de ver a história ser escrita. Usain é uma lenda, incrível, inigualável", afirmou o atleta.
Olivier Siegelaar exibe sua credencial e sua medalha de bronze (Foto: Rio 2016/Stefano Giorgi)
Para a carioca Camila de Alexandre, ir à Casa da Jamaica na noite de domingo sempre foi prioridade. Ela se apaixonou pelo país em uma viagem de trabalho, e poucos meses depois retornou à Jamaica com o namorado. "Eu amo a Jamaica. Eu amo a música jamaicana - reggae, dub, soundsytem - e a cultura da ilha. É o lugar mais bonito que eu já vi."
Latoya Armstrong, jamaicana de Montego Bay, fez questão de retribuir os elogios. "O melhor do Brasil são os brasileiros. Eles têm um espírito maravilhoso", disse a estudante de odontologia, que frequenta atualmente a Universidade Federal Fluminense.
Camila de Alexandre (centro) com amigas na Casa da Jamaica (Foto: Rio 2016/Patrick Marché)
Marlene Noel, jamaicana que vive em Londres, elogiou a recepção calorosa no Brasil e na Casa da Jamaica. "Estamos curtindo muito. Amamos os brasileiros, eles nos lembram muito oa caribenhos."
Enquanto isso, outra jamaicana, Jacqui Evans, encontrou tempo para refletir sobre os atletas de seu país. "Estamos orgulhosos deles, pela forma incrível como divulgam nosso país em todo o mundo. Temos recursos limitados, por isso significa muito estar onde o mundo pode nos enxergar."
Jacqui Evans e a bandeira jamaicana (Foto: Rio 2016/Patrick Marché)