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Um mundo novo

Refugiado vai carregar a tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016 em Atenas

Por Rio 2016

Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, fez o anúncio durante visita a acampamento na Grécia

Refugiado vai carregar a tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016 em Atenas

Thomas Bach, presidente do COI, posa com meninos no acampamento de Eleonas (COI/Ian Jones)

"A chama Olímpica passará por este local e será mostrada aos refugiados. Um deles vai ser convidado a carregar a tocha", disse Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) na quinta-feira (28), à agência Reuters. O anúncio foi feito durante visita ao acampamento de Eleonas, no centro de Atenas, atualmente ocupado, em sua maioria, por migrantes afegãos e iranianos.

A chama vai ser acesa em 21 de abril, na cidade de Olímpia, sede dos Jogos Olímpicos na Antiguidade. De lá, será conduzida pela Grécia em revezamento até 27 de abril, quando acontece uma cerimônia no estádio Panathinaiko, em Atenas, palco dos Jogos Olímpicos de 1896 - os primeiros da era moderna.

Bach bateu bola com alguns dos refugiados no acampamento, que fica na área central de Atenas Foto: COI/Ian Jones)

Após deixar a Grécia, a tocha será exposta no Museu Olímpico em Lausanne, na Suíça, até 2 de maio, e depois parte para o Brasil. Já no dia seguinte, em 3 de maio, começa em Brasília o revezamento na condução do símbolo Olímpico pelo país. 

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Em outubro passado. Bach anunciou que atletas de alto rendimento que estiverem em situação de refugiado serão convidados a competir no Rio 2016. "Como não pertencem a uma naç]ao, não têm uma bandeira por trás e nem um hino nacional, estes atletas serão bem-vindos aos Jogos Olímpicos para representar a bandeira e o hino Olímpicos", disse o dirigente, na sede da ONU, em Nova York.

A iraniana Rahele Asemani, que mora na Bélgica, onde treina taekwondo e trabalha como carteira, conquistou vaga no Rio 2016 no começo deste janeiro. Uma nadadora síria exilada na Alemanha e um judoca congolês que está morando no Brasil também já foram identificados pelo COI como potenciais competidores refugiados nos Jogos do Rio.

“Queremos chamar a atenção do mundo para os problemas dos refugiados”

Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional

Ele disse que ainda é difícil precisar quantos refugiados irão participar dos Jogos Rio 2016. "Não seria um número alto, entre cinco e dez atletas", estimou.

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Em setembro, o COI havia anunciado que um fundo de emergência de 2 milhões de dólares ficaria a disposição dos Comitês Olímpicos Nacionais para financiar programas de ajuda a refugiados. Bach viu como parte dessa verba tem sido usada pelo Comitê Olímpico Helênico para manter instalações esportivos no acampamento de Eleonas, no centro de Atenas. 

O dirigente, que visitou o local junto com Jacques Rogge, presidente honorário do COI ( e nomeado pela ONU enviado especial para jovens refugiados e esporte), também se encontrou com dois refugiados que são atletas de alto rendimento: um, no karatê, e outro, no tiro. O Comitê Olímpico Helênico ofereceu assistência a ambos para treinar e se integrar à comunidade esportiva grega.