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Um mundo novo

'Reencontrei a liberdade na paracanoagem', diz o atleta Paralímpico Fernando Fernandes

Por Rio 2016

Após acidente de carro, modelo brasileiro deu a volta por cima e hoje celebra o tetracampeonato mundial na paracanoagem

'Reencontrei a liberdade na paracanoagem', diz o atleta Paralímpico Fernando Fernandes

Fernando Fernandes comemora o ouro no campeonato sul-americano de paracanoagem (CPB)

Conhecido internacionalmente, o modelo paulista Fernando Fernandes estava no ápice da sua carreira quando um grave acidente de carro mudou o seu destino. A lesão na coluna o deixou paraplégico, mas se a vida na cadeira de rodas deveria limitar o modelo, o desportista Fernando provou exatamente o contrário. Com menos de seis meses de cirurgia, o jovem atleta que cruzava a linha de chegada da Maratona de São Silvestre - rodando mais de 15 quilômetros na cadeira de rodas - mostrava que, com foco e determinação, tudo era possível. 

“Foi talvez o momento mais importante da minha vida. Naquela prova, retomei uma sensação de capacidade que achei que tinha perdido. Quando cruzei a linha de chegada, percebi que poderia fazer o que eu quisesse”, conta Fernando.

Esse foi só o começo da trajetória de Fernando no esporte Paralímpico. Quatro anos após o acidente, hoje ele é bicampeão pan-americano, tricampeão sulamericano e tetracampeão mundial na paracanoagem.

“Eu nasci para o esporte. Sempre pratiquei todos os que pude. Após o acidente, me envolvi com diversos esportes Paralímpicos até que me encontrei na canoagem. Quando sentei no caiaque, reencontrei minha liberdade e tive uma sensação de capacidade que achei que tinha perdido. Vi que estava de igual para igual com todas as pessoas e percebi que tinha uma responsabilidade enorme de fazer transmitir essa mensagem e contribuir com o crescimento do esporte”, diz.

"Quero ser uma imagem de força para o meu país", diz o atleta, que realiza palestras sobre esporte para pessoas com deficiência (Foto: CPB)

 

Uma das grandes novidades dos Jogos Paralímpicos do Rio, a paracanoagem é um esporte que cresce a passos largos no cenário mundial.O primeiro campeonato mundial foi realizado em 2010, mesmo ano em que o esporte foi adicionado ao programa do Rio 2016.

Para o atleta, embora a paracanoagem ainda tenha espaço para crescer, uma nova visão sobre os atletas Paralímpicos está se expandindo desde os Jogos de Pequim 2008.

“De lá para cá, o crescimento do esporte Paralímpico foi absurdo. Londres também foi sensacional, porque colocou o atleta Paralímpico na condição de superhumano e isso deu muita visibilidade para o esporte. As pessoas pararam de enxergar deficientes, mas pessoas que têm alguma deficiência realizando esporte de uma forma intensa, em alto rendimento e de forma magnífica”, afirma.

Acostumado com os holofotes, lidar com a fama não é um problema. Antes do acidente, o paulista apostava na carreira de modelo internacional e ficou conhecido em todo o país ao participar de um reality show em rede nacional. Hoje, o atleta já é considerado uma referência no esporte Paralímpico internacional.

Além da rotina de atleta, Fernando continua a realizar trabalhos como modelo (Foto: fernandofernandeslife.com)

 

“A fama antes me incomodava muito, porque era totalmente fútil. As pessoas me conheciam porque eu era modelo e participei de um reality show, mas não ia muito além disso. Ninguém queria saber o que eu sentia ou quem eu realmente era. Hoje, o que eu recebo é muito diferente. É reconhecimento. Não é mais sobre o modelo, é sobre o Fernando e sobre o que ele pode fazer. O que eu mais aprendi disso tudo é saber passar as mensagens que eu quero mostrar, principalmente pelas minhas atitudes”, conta.

“Quero mostrar ao mundo tudo o que o cadeirante pode fazer”, diz Fernando

Além da pesada rotina de treinamentos, o atleta se dedica à condução do Instituto Fernando Fernandes Life, que tem como objetivo promover o esporte para pessoas com deficiência no país. Mesmo com a agenda cheia de compromissos - o atleta continua a carreira de modelo nas horas vagas -, Fernando ainda consegue tempo para novas aventuras que testem seus limites. Desde o acidente, o atleta já correu uma maratona, experimentou o handcycling, andou de motocross, pulou de para-quedas e surfou a onda da pororoca.

“Quero mostrar ao mundo tudo o que o cadeirante pode fazer. Mesmo quando não estou treinando, tudo o que eu mais gosto de fazer é remar. Adoro pegar onda de caiaque no mar, por exemplo. É uma viagem diferente, sem a pressão da competição e só curtição”, diz.

"Rio 2016: acredite" diz a frase escrita no quarto do atleta. "Acordo todo dia e mentalizo essas palavras", diz. (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Sobre a expectativa para o Rio 2016, Fernando não hesita em afirmar que vai correr atrás do primeiro ouro em Jogos Paralímpicos da história da paracanoagem.

“O meu maior momento vai ser remar na minha raia na Lagoa Rodrigo de Freitas com a arquibancada lotada. Isso passa pela minha cabeça sempre, e eu estou focado em treinar todos os dias até chegar lá. Assim que acordo, leio as palavras escritas na parede do meu quarto que dizem “Believe Rio 2016”. Quero ser uma imagem de força para o meu país e representar todas as pessoas que foram excluídas da sociedade porque tem uma deficiência. Eu quero passar essa força para todos aqueles que não conseguiram voltar à vida e mostrar que a gente pode ser e fazer o que quiser”, completa.