Segurança no Rio 2016: projeto capacita profissionais para identificar comportamentos suspeitos
Objetivo é mostrar que situações corriqueiras durante os Jogos podem representar ameaça, como uma mochila abandonada
Objetivo é mostrar que situações corriqueiras durante os Jogos podem representar ameaça, como uma mochila abandonada
(Foto: Getty Images/Buda Mendes)
Capacitar profissionais ligados aos Jogos Rio 2016 para identificar comportamentos suspeitos. Esse é o objetivo de um projeto coordenado pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça e Cidadania (SESGE/MJC).
O projeto destina-se aos profissionais das concessionárias de serviços e transportes públicos. “No cenário atual, não se pode mais conceber inteligência de segurança sem a participação da população civil”, diz o coordenador-geral de inteligência da secretaria, Romano Costa.
A capacitação, que já atingiu 500 profissionais, envolve uma palestra e um curso de educação à distância. Também foi criado um aplicativo, em parceria com a Polícia Federal, para comunicação imediata de situações suspeitas.
O público em geral também será envolvido, através de uma campanha publicitária organizada pelo Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Militar (PM). “O objetivo é mudar o comportamento do indivíduo, que não se importou com determinados comportamentos até hoje”, diz o 1º Tenente da PM Daniel Puga.
Ao encontrar uma mochila abandonada no metrô, por exemplo, era comum levar o objeto ao setor de achados e perdidos. Nesse caso, a capacitação ensina que a mochila pode conter explosivos.
Além disso, durante o Rio 2016 entra em operação o Centro Integrado Antiterrorismo (CIANT), novidade na história dos Jogos Olímpicos. Ele é coordenado pela Polícia Federal e tem a participação de oficiais de diversos países: Estados Unidos, Canadá, Bélgica, França, Reino Unido, Argentina e Paraguai.