Futebol, voleibol, basquetebol e handebol... por que não ir além dos esportes tradicionais nas escolas brasileiras? Com o objetivo de ampliar o cardápio esportivo dos colégios e despertar novos interesses nos alunos, o Transforma promove mensalmente cursos de capacitação para profissionais de educação física em diferentes esportes Olímpicos e Paralímpicos: nesta quarta-feira (29) foi a vez de 180 mestres de escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro entrarem com contato com a luta Olímpica e com a esgrima.

"A capacitação é excelente, explica as regras simples do esportes, mas também vai muito além do superficial. Quem comparece aos cursos já sai capacitado para dar aulas sobre um novo esporte para os alunos", afirmou Marcos Vinicius Menezes Guerra, da escola municipal IPEG, de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro.
O curso foi realizado na Vila Olímpica Ary de Carvalho, na Vila Kennedy, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, e multiplicou os valores Olímpicos para dezenas de profissionais da área de educação – até o fim do ano, serão 18 cursos de esportes Olímpicos e Paralímpicos oferecidos a professores de educação física.
As capacitações esportivas do Transforma apresentam dois esportes a cada curso: a bola da vez foram os de combate - um golpe certeiro na preferência dos professores. Além de aprender sobre as regras e os principais movimentos da esgrima e da luta Olímpica, os profissionais de educação descobriram novas maneiras de implementar nas escolas, de modo sustentável e a baixo custo, os equipamentos utilizados para a prática de dois dos esportes mais tradicionais do programa Olímpico.
"O cano de PVC e a ponta da garrafa pet podem ser usados para simular as armas de combate, enquanto as calças e jaquetas de moletom são o suficiente para absorver o impacto, e os óculos, para proteger os olhos. Para crianças mais novas, o jornal enrolado é uma alternativa bem barata, acessível e segura", afirma Juliana Dias Pereira, mestra de armas e instrutora de esgrima do projeto Transforma.
"Para a luta Olímpica, este projeto é fundamental. Em todos os lugares do mundo onde a luta é mais praticada, seu desenvolvimento acontece dentro das escolas. É um esporte bem fácil de ser praticado, não precisa de muitos equipamentos, basta um professor capacitado para ensinar aos alunos e, a partir daí, criar a cultura da prática do esporte", diz Flávio Cabral Neves, coordenador de seleção da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA).

Os profissionais de educação descobriram novas maneiras de implementar a prática da esgrima nas escolas (Foto: André Redlich / Rio 2016)
“Por meio de uma série de capacitações e materiais didáticos que oferecemos aos professores, várias escolas já começaram a incorporar novos esportes em suas rotinas”, diz Mariana Behr, gerente-geral de Educação do Comitê Rio 2016.
Respeito, amizade e excelência. Coragem, determinação, inspiração e igualdade. Os valores Olímpicos e Paralímpicos, respectivamente, já fazem parte do dia a dia de 275 mil alunos de 349 escolas - municipais, estaduais e particulares - do estado do Rio e de outras 74 de Belo Horizonte.
Parte do plano de políticas públicas da cidade, o programa capacita alunos e profissionais de educação, lança desafios escolares e promove festivais esportivos abertos à comunidade. Será um dos principais legados dos Jogos Rio 2016.