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Um mundo novo

Prata é pouco para Isaquias, que pretende fazer história nos Jogos Rio 2016

Por Rafael Cavalieri

Humilde, mas focado e determinado, atleta da canoagem quer mais medalhas para se tornar referência do esporte

Prata é pouco para Isaquias, que pretende fazer história nos Jogos Rio 2016

Isaquias comemora medalha de prata: outras estão a caminho (Foto: Getty images/Tom Pennington)

Se alguém contasse que o primeiro medalhista Olímpico da história do Brasil na canoagem velocidade seria um sujeito que perdeu um rim após uma grave hemorragia, além de ter tido parte do corpo queimado em um acidente doméstico, você acreditaria? Pois é. Esta é a história de Isaquias Queiroz, que na manhã desta terça-feira (16) conquistou a prata na categoria C1. Mas quem disse que o baiano de Ubaiataba quer festejar? Isaquias volta a entrar na água já nesta quarta, na canoa individual (C1) 200m, a partir das 9h. Depois, ainda compete na canoa dupla (C2) 1000m. Coisa de quem não se contenta com pouco.

"Vim para isso: fazer história. Já comecei a escrever com essa prata, mas tenho mais duas oportunidades de escrever ainda mais capítulos", afirmou.

Os percalços da vida ajudaram a moldar a personalidade de Isaquias. Quem olha a confiança nas palavras e a determinação no olhar deste baiano bem vaidoso - basta olhar o estilo no penteado - nem imagina as dificuldades pelas quais passou. Além dos acidentes, deixou para trás a família em busca desse sonho.

Isaquais (esq.) no pódio: superação rumo ao sonho Olímpico (Foto: Getty Images/Buda Mendes)

"Não é fácil. Nunca foi. Tive de abrir mão de muita coisa para chegar até aqui. Por isso é tão emocionante essa conquista. Ver a alegria da minha mãe me dá ainda mais força para seguir em frente", disse Isaquias, que vai dormir com a medalha no peito.

De fato, a prova nos Jogos Rio 2016 foi um momento único para Isaquias. A mãe, agraciada com um abraço repleto de lágrimas assim que o filho desceu do pódio, nunca o havia visto competir ao vivo. E que estreia para Dona Dilma Queiroz, de 53 anos. Agora que superou o medo de avião, fica no Rio para as próximas provas e sonha alto.

“Foi o começo, apenas. Se Deus nos deu a prata, pode nos dar o ouro. Fica difícil falar qualquer coisa agora. A emoção é muito grande“, disse Dona Dilma, que por causa do trânsito quase se atrasou e perdeu a chegada do filho. “Para as próximas provas vou sair mais cedo“, brincou.

Isaquias e Sebastian Brendel: será diferente em Tóquio 2020 (Foto: Getty Images/Buda Mendes)

Aos 22 anos, Isaquias sabe que tem muito o que dar ao Brasil ainda. Ele rasgou elogios ao alemão Sebastian Brendel, vencedor da prova desta terça, mas garantiu que se vê campeão nos Jogos de Tóquio 2020. 

“É apenas o começo. Hoje o alemão é mais experiente que eu, mas isso vai mudar. Sou jovem e tenho muito a aprender e evoluir“, finalizou.