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Um mundo novo

Por que a pista de ciclismo mountain bike do Rio 2016 é tão especial?

Por Rio 2016

Os melhores atletas e a União Ciclística Internacional (UCI) elogiaram bastante o percurso após o evento-teste. O rio2016.com conversou com o designer que transformou esse projeto em sucesso

Por que a pista de ciclismo mountain bike do Rio 2016 é tão especial?

A vista do Monte da Bandeira, a parte mais alta do percurso (Rio 2016/Alexandre Loureiro)

O Desafio Internacional de Mountain Bike, evento-teste para os Jogos Rio 2016, foi realizado no domingo (11) e terminou com os melhores atletas da modalidade elogiando o percurso. O coordenador da União Ciclística Internacional (UCI), Peter Van Den Abeele, disse que a pista tem tudo para ser melhor do que a dos Jogos Londres 2012. Mas o que faz tudo no Centro Olímpico de Mountain Bike, localizado no Parque Radical de Deodoro, ser tão especial? Veja abaixo uma volta completa pelo circuito.
 
 
 
Nick Floros, ex-atleta sul-africano responsável pela criação do percurso, revelou alguns dos seus segredos. Ele conta que procurou criar uma pista tecnicamente desafiante, capaz de trazer o melhor dos atletas. Ao mesmo tempo, houve a preocupação de usar a topografia natural - refletindo o estilo da cidade-sede e do país - e permitir aos espectadores ver o máximo em termos de ação. O projeto final resultou na criação de uma série de elementos:
 

Os Flip Flops

São obstáculos em forma de pegadas de sandálias típicas do Brasil. Os atletas saltam do dedão para a parte interna do pé. A topografia os atira para a frente,  criando um fluxo entre as pegadas. “Eu queria dar um toque tipicamente brasileiro e sandálias são uma coisa que todo mundo no Brasil tem”, disse Floros. “Você precisa dar ao percurso uma identidade própria, com um pouco da identidade local, equilibrando isso com algo que funcione bem para os atletas e acho que deu muito certo".
 


Ciclistas saltam sobre as pegadas de sandálias (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

 

Monte da Bandeira
Uma colina natural é o ponto mais alto do percurso. Os atletas têm de subir de cerca de um quilômetro até o topo, fazendo do trecho uma das mais longas subidas de mountain bike no mundo. “Isso abre a competição para uma gama mais ampla de atletas”, explica Floros. “Não é super íngreme, é muito gradual, de modo que os melhores escaladores podem ser acompanhados por atletas não tão especializados nesse tipo de percurso". 

 

As Pedras do Rio
A área rochosa natural que apareceu durante a construção do percurso, no início da descida do Monte da Bandeira, criou uma espécie de rampa no fim do trecho. “Quando os obstáculos naturais aparecem, tratamos de usá-los”, completou o designer.  “Isso reflete a topografia do Rio”.
 



Atleta tenta superar o trecho Pedras do Rio  (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)

 

A Praia dos Cocos

A trilha passa na frente de duas grandes paredes rochosas com muitos coqueiros ao redor, que deram nome à área. Haverá lugares para o público acompanhar a prova ao longo desta parte da pista.


Rio 40 Graus
A referência mais conhecida dos brasileiros diz respeito às altas temperaturas do Rio no verão mas, neste caso, é uma escadaria com inclinação de aproximadamente 40° feita de toras de madeira.

 

Rio 40 Graus desafiou os competidores do Aquece Rio (Foto: Rio 2016/Paulo Mumia)

 

Downtown
A descida rochosa aponta para o centro da cidade do Rio de Janeiro. O trecho foi feito por Floros usando as rochas de uma pedreira local 

 


O terreno rochoso de Downtown exigiu habilidade dos atletas (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)


Evolução Olímpica 

Floros também explicou como os percursos de mountain bike foram aprimorados desde a estreia do esporte nos Jogos Atlanta 1996. “As primeiras pistas eram muito, muito básicas, não havia nada muito elaborado. Então Londres estabeleceu um padrão, por ser muito atraente para o espectador, e os atletas também aprovaram.  A configuração topográfica permitiu aos torcedores ver boa parte do percurso, ao contrário das pistas tradicionais em áreas arborizadas, com pouca visibilidade. A beleza do Rio é que os espectadores poderão ficar no ponto mais alto e acompanhar de 85% a 90% da pista", destaca o designer.  O gerente de competição dos Jogos Rio 2016, Paul Davis, que foi o gerente técnico de operações em Londres 2012, confirmou que a pista de Londres tinha 60% de visibilidade, enquanto no Rio 2016 será de cerca de 85%.
 


Ajustes finais para os Jogos envolvem aumentar a distância entre a linha de largada e a primeira curva. Outro elemento que será melhorado para os Jogos, mas sem interferência humana, é o clima. O calor de aproximadamente 35°C de domingo foi citado pela maioria dos competidores no evento-teste como um adversário. A disputa foi realizada na primavera mas os Jogos serão em agosto, quando ainda será inverno no Brasil. “Medi a temperatura diariamente em Deodoro, nos dias correspondentes às provas no ano que vem, e a média foi de 25°C, então uma temperatura 10°C mais baixa”, ressaltou Davis. “Ainda é calor para um europeu, mas será parte do desafio.”