Veteranas do futebol feminino colocam experiência Olímpica a serviço do Rio 2016
Pretinha, Fanta e Elane ministraram palestra a voluntários e trabalhadores que atuarão no estádio do Maracanã durante os Jogos
Pretinha, Fanta e Elane ministraram palestra a voluntários e trabalhadores que atuarão no estádio do Maracanã durante os Jogos
Pretinha, Fanta e Elane (da esq. para a dir.): simpatia é tão importante quanto eficiência (Foto: Rio 2016/Daniel Ramalho)
Pretinha, Elane e Fanta integraram a equipe pioneira do Brasil no futebol feminino Olímpico, em Atlanta 1996. A experiência serviu de base para uma palestra ministrada na terça-feira (5) a voluntários, funcionários e terceirizados que atuarão no Maracanã durante o Rio 2016.
“Quem faz o Rio 2016 tem de provar que nós, brasileiros, temos capacidade, organização, inteligência e educação para que os Jogos funcionem", disse Elane no evento.
Delma Gonçalves, a Pretinha, é veterana de quatro Jogos Olímpicos: Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008. Dona de duas medalhas de prata, na Grécia e na China, ela ressaltou o lado dos atletas, que chegam ao Rio focados somente no desempenho em campo. E isso aumenta a importância da equipe de trabalho.
"É importante ter todo um cuidado com a segurança, ser atencioso e saber instruir as delegações desde a chegada ao estádio até o campo", diz Pretinha. "É o que nós tivemos fora do país nos outros Jogos Olímpicos", recorda.
Pretinha e a primeira medalha Olímpica do futebol feminino do Brasil, em Atenas 2004 (Foto: Rio 2016/Daniel Ramalho)
Roselane Motta, a Fanta, também esteve nos Jogos Atlanta 1996, uma experiência que ela considera a mais marcante da carreira. Hoje, transmite sua vivência às 130 crianças com quem trabalha em uma Organização Não Governamental (ONG) de Campo Grande, no Rio de Janeiro.
“Os Jogos são emocionantes e gratificantes. São vários países e muitos atletas de outras modalidades. Você fica na Vila Olímpica e tem muita interação", diz Fanta, que lembra de uma passagem divertida em Atlanta. “Nós ensinamos um segurança da Vila Olímpica a dizer bom dia, boa tarde e boa noite. Mas ele se confundia todo, então dizia tudo junto quando nos via: ‘bom dia, boa tarde e boa noite", conta.
Ansiosa pelo início dos Jogos Olímpicos, Fanta está escalada para o revezamento da tocha em Nilópolis. E deixa uma mensagem à equipe de trabalho do Rio 2016, lembrando o amigo que fez há 20 anos: eficiência é importante, mas simpatia é fundamental.