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Um mundo novo

Pioneira do futebol conduz a tocha e revive sonho Olímpico

Por Rio 2016

Nenê, que conduziu a chama em Porto Velho, relembra primeira participação do futebol feminino nos Jogos e dá recado à equipe atual: "Estou na torcida"

Pioneira do futebol conduz a tocha e revive sonho Olímpico

Nenê reviveu sonho Olímpico ao conduzir a tocha em sua cidade (Foto: Rio2016/Andre Mourão)

As mulheres do futebol entraram em campo pela primeira vez em Jogos Olímpicos em Atlanta 1996, há exatos 20 anos. Na lateral direita do time brasileiro, uma rondoniense de Porto Velho não acreditava até onde seu talento com a bola a tinha levado. Era Elissandra Cavalcante, a ‘Nenê’, que, nesta quarta-feira (22) viveu mais uma vez o sonho Olímpico ao conduzir a tocha dos Jogos Rio 2016 pelas ruas de sua cidade natal.

Nas duas edições Olímpicas que participou, Atlanta 1996 e Sydney 2000, Nenê e sua equipe ficaram a um pulo do pódio, conquistando a 4ª posição. Mesmo sem medalha, ela diz que pisar no gramado do Estádio Olímpico pela primeira vez foi “a melhor jogada da sua vida”.

"É uma emoção doida (disputar os Jogos Olímpicos). Você pensa: será que eu cheguei aqui mesmo? Não posso errar porque o mundo inteiro está assistindo"

Nenê, ex-jogadora de futebol

Desde a geração de nenê, o Brasil ganhou duas pratas, em Atenas 2004 e Pequim 2008. Hoje fora dos gramados, a rondoniense acredita que a tão sonhada medalha de ouro chega em agosto, no Rio 2016, e mandou um recado para as jogadoras que se preparam para cumprir a missão:

Junte-se a Nenê na torcida pelo Brasil no Rio 2016. Ingressos para o futebol feminino a partir de R$ 20.

Apesar da fé no sucesso da seleção atual, Nenê acredita que o futebol feminino ainda tem um longo caminho a percorrer, principalmente em relação ao preconceito contra as mulheres em campo. "Eu ganhava cerca de R$ 2 mil por mês quando jogava há 20 anos atrás É a mesma coisa que as meninas ganham atualmente, não evoluiu muito. Temos mais clubes, mas eu ainda espero ver as mulheres sendo tratadas com respeito e sem preconceito", afirmou.