Phelps e Ledecky lideram equipe americana de natação cheia de novatos nos Jogos Olímpicos Rio 2016
Dos 45 nomes confirmados para competir pelos Estados Unidos no Brasil em agosto, 30 jamais participaram dos Jogos Olímpicos
Dos 45 nomes confirmados para competir pelos Estados Unidos no Brasil em agosto, 30 jamais participaram dos Jogos Olímpicos
Phelps e Ledecky foram os destaques da seletiva americana para os Jogos, em Omaha (Foto: Getty Images/Tom Pennington)
Lá se vão 16 anos desde que Michael Phelps estreou nos Jogos Olímpicos, em Sydney 2000. A partir da edição seguinte, Atenas 2004, ele iniciou a maior coleção de medalhas Olímpicas de um único atleta na história: 22, sendo 18 de ouro. No Rio 2016, mais uma vez será protagonista da equipe americana de natação, com chance de brigar por até seis medalhas. Alguns dos companheiros de time são velhos conhecidos, como Katie Ledekcy, ouro nos 800m livre em Londres 2012 e fortíssima candidata a colecionar pódios. Mas, para a maioria do grupo, a viagem ao Brasil é novidade. Segundo a Federação de Natação dos Estados Unidos (USA Swimming), do grupo de 45 atletas já confirmados nas piscinas, 30 são estreantes.
Time americano se reuniu para registro histórico (Foto: Getty Images/Tom Pennington)
Antes de disputar sua última prova na seletiva americana, a final dos 100m borboleta, no sábado, Phelps confidenciou a seu técnico, Bob Bowman, que estava apreensivo. “Não quero perder minha última prova em solo americano”, disse. O fenômeno venceu no adeus, mas deixou claro que uma nova geração pede passagem.
A equipe americana completa, incluindo os integrantes das provas de revezamento, será divulgada pela USA Swimming nesta semana. A lista dos primeiros atletas classificados em Omaha, porém, está cheia de novos nomes, quase todos aptos a lutar por medalhas. Inclusive, alguns dos classificados impediram que medalhistas de Londres 2012 defendessem seus resultados nas piscinas do Rio 2016.
Uma das vítimas do fenômeno foi Missy Franklin, que não lutará pelo bicampeonato nos 100m costas. Mas ela se classificou para os 200m livre, prova que venceu em 2012, para os 200m costas e para o revezamento 4x200m livre. Seu protagonismo na natação americana feminina em Londres 2012, quando nadou sete provas e ganhou quatro ouros e um bronze, deve ser substituído pelo de Katie Ledecky, que se classificou para os 200m, 400m e 800m livre e também deve integrar equipes de revezamento.
Wilimovsky compete em Copacabana e no Centro Aquático (Foto: Getty Images/Tom Pennington)
Em meio a muitos jovens talentos, um dos destaques é Jordan Wilimovsky. O atleta já estava garantido no Rio 2016 na prova de maratonas aquáticas, pelo título conquistado no Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos, ano passado, em Kazan, Rússia. No último dia de provas em Omaha, também garantiu presença no Brasil na prova dos 1.500m livre.
Em meio à hegemonia dos novatos, um veterano mostrou sua força. Em Sydney 2000, Anthony Ervin foi medalha de ouro nos 50m livre, empatado com Gary Hall Jr., e prata no revezamento 4x100m livre. Parou de nadar em 2003 e voltou apenas em 2011. Participou dos Jogos Londres 2012, quando foi quinto colocado nos 50m livre, e terá nova chance no Rio 2016. Aos 35 anos, será o atleta masculino mais velho de seu país a participar da natação Olímpica desde 1904.