Pensar nos Jogos Rio 2016 leva Phelps às lágrimas
Em bate-papo virtual, astro revela emoções e cenário ideal para encerrar a carreira: boa perfomance nas piscinas e a família nas arquibancadas
Em bate-papo virtual, astro revela emoções e cenário ideal para encerrar a carreira: boa perfomance nas piscinas e a família nas arquibancadas
Phelps elogia o Rio e relembra experiência positiva com crianças na Rocinha (Getty Images/Chris Coduto)
Michael Phelps é hoje um astro movido a emoção. As seletivas para a equipe Olímpica de natação dos Estados Unidos estão próximas e o maior atleta Olímpico de todos os tempos está concentrado no Centro de Treinamento do Comitê Olímpico Norte-Americano (USOC), em Colorado Springs, pelas próximas cinco semanas treinando intensamente. Ao mesmo tempo, aguarda o nascimento do primeiro filho, previsto para daqui algumas semanas. Mas nem tudo é trabalho e família. O astro deu uma pausa e em bate-papo com os fãs pelo Facebook na terça-feira (26) falou da expectativa de competir no Rio 2016 com a família reunida na arquibancada.
“A ideia deles (meus familiares) verem a minha última prova é algo que, sempre que penso, traz lágrimas aos meus olhos”
Michael Phelps, em momento emotivo sobre o Rio 2016.
A cidade-sede dos Jogos ganhou elogios. “Rio é um lugar para o qual quero ir. Já passei lá algumas vezes e trabalhei com alguns garotos na favela. Foi uma experiência que nunca pensei, um encontro incrível”, relembrou. “As pessoas são ativas. Certa ocasião meu hotel era perto da praia e, meia-noite, 1 hora, tinha movimento. O pessoal joga futebol na praia o tempo todo. E é muito legal como são envolvidos com esportes, como amam esportes”, descreveu. Para o astro, o Rio 2016 será atraente não só pela competição, mas pelo que o povo brasileiro tem a oferecer.
“Os Jogos Olímpicos lá (no Rio) serão uma experiência absolutamente incrível”
Michael Phelps, antecipando o reencontro com os brasileiros
Phelps respondeu a muitas questões sobre paternidade. “Nicole e eu estamos super, superanimados", conta o nadador. O casal já escolheu o nome do bebê, mas não o revela – a única certeza é de que não será Michael ou Michael Junior. “Já escolhemos e vai ser muito legal”. Sobre uma expetativa de que ele se torne também nadador no futuro, Phelps disse que não quer colocar pressão, mas pretende fazer com que o filho conheça e pratique vários esportes.
A seletiva para a equipe norte-americana de natação no Rio 2016 será em junho, em Omaha, e, apesar de todo o currículo, Phelps precisa garantir a classificação para os Jogos Olímpicos como qualquer atleta norte-americano. Assim, ele não se coloca na posição de já garantido na delegação, embora faça planos. “Rio? Preciso estar no time primeiro. Se acontecer, devemos sair cerca de duas semanas depois da seletiva para Porto Rico, onde iremos treinar, e, depois, ir para lá”.
Dar um capítulo final digno à carreira é algo que está na mente de Phelps. Segundo ele, o desempenho de quatro anos atrás é algo que ele quer deixar de lado, assim como a atitude daqueles tempos, quando não estava totalmente comprometido com os treinamentos. “Depois de Londres,não estava satisfeito comigo, com a forma como eu me preparei, e não queria olhar 20 anos adiante e ficar decepcionado. Acho que é o que aconteceria, se tivesse me aposentado naquele dia, após 2012".
“Voltei apenas por mim. Não há outra razão pela qual tenha voltado”
Michael Phelps, sobre a decisão de retomar a carreira
A forma física, segundo ele, é um desafio. “Estou com 30 anos e não me recupero como antes. É alguma coisa na qual estou focando”. A alimentação está sendo monitorada de forma que as calorias sejam devidamente consumidas nas atividades diárias. “Estou me divertindo, comprometido, não pulo treinos. Tento ser o melhor que posso. Estou desafiando a mim mesmo para estar 100%. Nunca estive 100% em Jogos Olímpicos a não ser em Sydney 2000. É o que vou tentar fazer e compartilhar com meu filho. Daqui uns 20 anos vou dizer que fiz tudo o que gostaria de fazer, o que vai ser o melhor dos sentimentos para mim”.