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Um mundo novo

Paralímpicos quebram recordes e preconceitos

Por Rio 2016

Luciano Huck, Flávio Canto e cia. contam o que aprenderam com atletas que trocam limitações por medalhas

Paralímpicos quebram recordes e preconceitos

Yohansson Nascimento celebra com uma estrela sua vitória nos 200m classe T46 em Londres 2012 (foto: Julian Finney/Getty Images)

Esqueça tudo que o senso comum costuma pensar sobre deficientes físicos. O desempenho de atletas Paralímpicos em competições de altíssimo rendimento bota por terra qualquer resquício de pena e constrangimento. As competições que começaram na Inglaterra para incentivar a recuperação de soldados feridos na Segunda Guerra Mundial ganharam proporção internacional e chegam aos Jogos Paralímpicos Rio 2016 com 4.350 atletas de 178 países disputando medalhas em 23 modalidades. Nas últimas edições, recordes importantes foram batidos: tanto nas provas, quanto em ingressos vendidos - o público subiu de 1,8 milhões de espectadores nos Jogos Paralímpicos Pequim 2008 para 2,5 milhões em Londres 2012.

 

X-Men da vida real

Daqui a pouco mais de um ano, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, os brasileiros terão a chance de vivenciar o que os ingleses experimentaram em 2012. Em Londres, por conta do alto nível das provas, com quebra de recordes e desempenhos que emocionaram as torcidas (confira vídeo abaixo), os Jogos Paralímpicos desencadearam um movimento que foi além das arenas esportivas. “Uma campanha do Channel 4 mostrava os atletas Paralímpicos como os X-Men, quebrando paradigmas e preconceitos. Quem assistiu aos Jogos de Londres, como eu, viu que esses atletas não são uns coitados. Eles têm os mesmos desafios de superação que os atletas Olímpicos. As pessoas vão se surpreender no Rio, em 2016”, diz Flávio Canto, apresentador da TV Globo que ganhou medalha de bronze no judô nos Jogos Olímpicos Atenas 2004.

Canto treinou, na equipe brasileira Olímpica, com o judoca deficiente visual Antonio Tenorio. “O cara é casca grossa, de um nível muito alto. Ganhou quatro medalhas de ouro consecutivas em Jogos Paralímpicos [Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008] e mais um bronze em Londres 2012. Aprendi com amigos como o Tenorio que a palavra correta para caracterizar quem tem deficiência deveria ser limitação. Eles têm limitações físicas, mas não limitações de propósitos e de sonhos”, ressalta Canto, que, desde agosto, apresenta o programa esportivo Balada Olímpica, após o Jornal da Globo.

 

Antonio Tenorio foi campeão Paralímpico em 4 edições dos Jogos, de Atlanta 1996 a Pequim 2008 (foto: LatinContent/STR/Getty Images)

 

Heróis da garotada

Depois que assistiu às provas de natação nos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007, a professora de educação física Roberta Martins teve uma epifania de como poderia motivar alunos com baixo rendimento da rede municipal do Rio de Janeiro. “Fiquei impressionada como nadavam tanto, mesmo sem perna ou sem braço. Tive a clareza de que tudo na vida é uma questão de esforço e força de vontade. Como trabalho com crianças vítimas de violência e com muitas limitações sociais, passei a exibir nas aulas vídeos dos Jogos Paralímpicos de Londres e a fazer experimentações de esportes como o futebol de 5, com chutes a gol e corridas com os alunos de olhos vendados. Eles viram que podem trabalhar em equipe e que não precisam ter vergonha de pedir ajuda”, conta a professora, que usou nas escolas onde trabalha em Campo Grande o material do Transforma, Programa de Educação do Comitê Rio 2016.

 

O futebol de 5 é um dos esportes que mais faz sucesso entre as crianças nas atividades do Programa Transforma (foto: Rio 2016)

 

Sem limites

Para quem acredita que é um peso ter um filho com limitações físicas, o pai do maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos conta o que aprendeu com a experiência. “Apesar de não ter braço e perna, Daniel sempre gostou de esporte e encontrou seu dom na natação. Como pais, nós nunca colocamos limitações na vida dele. Até porque, aprendi que todos nós somos limitados, numa coisa ou em outra. Às vezes temos uma aparência perfeita, mas temos o lado emocional abalado”, ressalta Paulo Dias, que teve pelo menos 15 motivos para comemorar a eficiência do filho: o nadador Daniel Dias ganhou 10 medalhas de ouro, 4 de prata e 1 de bronze, somando um total de 15 pódios nos Jogos Paralímpicos Pequim 2008 e Londres 2012.

 

Daniel Dias exibe a medalha de ouro que ganhou nos 50m borboleta classe S5 em Londres 2012 (foto: Christopher Lee/Getty Images)

 

Sala de justiça

O apresentador Luciano Huck quer levar os filhos para ver os Jogos Paralímpicos Rio 2016 por um motivo que para ele é fundamental. “É uma reunião de super-heróis, onde está envolvido um sentimento muito forte de inspiração e superação de limites. Este ano que falta para os Jogos Paralímpicos do Rio vai ser ótimo para o Brasil entender o quanto tem que apoiar, comprar ingressos e torcer por esses caras que viraram pessoas ilimitadas com o poder de transformação que têm. Isso é bom para sociedade como um todo”, recomenda o apresentador da TV Globo. 

Fora histórias de vida inspiradoras, os atletas Paralímpicos prometem tirar o fôlego dos torcedores no Rio de Janeiro, de 7 a 18 de setembro do ano que vem. E sem piedade: com momentos esportivos emocionantes como a final dos 200m classe T44 do atletismo em Londres 2012.

 

 

No dia 7 de setembro começa a venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos. Veja como fazer seu pedido.