Para os brasileiros, orgulho. Para os estrangeiros, "Obrigado, Brasil!"
Alegria e sucesso dos Jogos contagia cariocas e pessoas que vieram de todo o mundo para as competições
Alegria e sucesso dos Jogos contagia cariocas e pessoas que vieram de todo o mundo para as competições
Os canadenses Ratanshi e Graham incorporaram o estilo carioca (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)
A despedida dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi uma mistura de sentimentos. Do lado dos brasileiros, em especial os cariocas, a sensação foi de orgulho e dever cumprido. Das pessoas que vieram do mundo todo para ver as competições, a alegria e a surpresa de descobrir diferentes facetas do Brasil.
Os canadenses Ashif Ratanshi e John Graham, que vieram de Toronto, Canadá, estavam extasiados e totalmente incorporados ao estilo descontraído do carioca, com bandeira brasileira no pescoço e alegria. "É espetacular fantástico. O final foi demais", disse Ratanshi. "Foi muito melhor do que eu esperava. O Brasil tem seus problemas, mas as coisas são superadas", complementou Graham.
Jane e Miquela vieram da Austrália e elogiou a gentileza dos brasileiros (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)
Jane Vos, veio de Perth, Austrália, para o Brasil acompanhando a filha , Miquela Vos, que é modelo. " Eu achei tudo o que vi aqui absolutamente incrível", diz Miquela, que veio torcer para o namorado, jogador de polo aquático. " É um país patriota e caloroso", complementa Jane. "As pessoas foram muito gentis com a gente. Obrigada Brasil!"
Família Howells incorporou a alegria brasileira (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)
Bill, Julien e Noah Howells vieram de Oklahoma e Los Angeles para se divertir nos Jogos. “Acompanhamos o vôlei de praia. Tudo foi muito bem. Foi tudo perfeito". Zuzana Fell Vichova é gerente de banco na República Checa e veio especialmente para ver as competições e aproveitar do ambiente caloroso do brasileiro. "Vim em 2004 pela primeira vez e fiz questão de voltar para os Jogos. O Brasil é demais!"
Entre brasileiros, em especiais, cariocas, um sentimento compartilhado de orgulho. “Quando os brasileiros se reúnem para fazer algo são imbatíveis porque temos um calor humano único”, disse o médico carioca Divaldo Filho. “O brasileiro muitas vezes duvida de si mesmo. Acho que esses Jogos vieram para nos dar mais confiança”.
Oliveira e Cavalcanti ressaltam alegria única do brasileiro nos Jogos (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)
"Eu estou completamente orgulhoso. Sou carioca e a gente está mostrando para o mundo que nossa alegria faz diferença", diz Gustavo Oliveira, gestor financeiro. “É um sentimento único de estar em casa. Lembrarei disso para toda vida”, complementou Rafael Cavalcanti, advogado.
O cavaleiro Olímpico brasileiro Álvaro Affonso de Miranda Neto concorda. Disse que só ouviu elogios dos colegas atletas. "Em geral, a Olimpíada foi um sucesso. Só ouvi coisas boas. Na nossa modalidade, o hipismo de saltos, foi uma das melhores competições Olímpicas em todos os sentidos. Eu tenho certeza brasileiro ficou orgulhoso do que fez dentro de casa. E os atletas do nosso país também saíram mais valorizados."
Doda diz que só ouviu elogios aos Jogos da parte dos atletas estrangeiros (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)
Danielly Bezerra, cearense mora no Rio e aproveitou o Rio 2016 como pode. "Acompanhei vários esportes nos Jogos: polo aquático, hipismo, vôlei de praia, basquete , futebol. Senti muito orgulho e emoção. Achei tudo bem organizado. Acho que quem veio de fora aprendeu sobre a cultura do Brasil. Tinha muita coisa para ver."
Danielly acredita que os estrangeiros aprenderam muito sobre o Brasil (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)
O carioca Deco Oliveira, espera que o espírito dos Jogos se mantenha. “O astral da cidade ficou muito bom e espero que continue assim. Toda parte de transporte, segurança, funcionou muito bem. E curti muito também a energia da cidade, que soube combinar a festa com seu cotidiano".
Adriana, Cilea e Rojas em momento de confraternização após o trabalho concluído. (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)
Para quem ajudou a fazer a festa acontecer, a cerimônia de encerramento foi uma confraternização. Foi o caso do trio Adriana Lima, Cilea Ramos e Joel Rojas voluntários do setor de transportes. "Eu estou triste que está acabando. É uma experiência inesquecível que vou levar para a vida inteira.", disse Adriana, com os olhos cheios de lágrimas.