Para Nações Unidas e Rio 2016, turismo sustentável será parte do legado dos Jogos
Jardim Botânico recebeu o anúncio oficial de apoio ao aplicativo Passaporte Verde nesta quinta (15), Dia do Consumo Consciente
Jardim Botânico recebeu o anúncio oficial de apoio ao aplicativo Passaporte Verde nesta quinta (15), Dia do Consumo Consciente
Carlos Nuzman, Denise Hamu e Tânia Braga, em banco de papelão reciclado: trabalhando pela sustentabilidade dos Jogos 2016 (Alex Ferro/Rio 2016)
Inédito na história dos Jogos Olímpicos, o trabalho conjunto entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Comitê Organizador Rio 2016 tem por objetivo aproveitar a oportunidade para ajudar na conscientização de residentes da cidade e também de visitantes sobre ações sustentáveis e inclusivas. Nesta quinta-feira (15), Dia do Consumo Consciente, o Jardim Botânico foi escolhido para o anúncio oficial de apoio ao aplicativo Passaporte Verde, que dá acesso a roteiros turísticos e a dicas para o turista ajudar na preservação do planeta.

Denise Hamu, representante do PNUMA no Brasil, explicou que, depois da versão do Passaporte Verde para a Copa do Mundo, em 2014, agora o foco são os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. no Rio de Janeiro. "Temos uma ação mais abrangente e mais profunda, com mais condições de trabalho junto a setores produtivos, como restaurantes, hotéis e pousadas. O planejamento dos Jogos inclui a sustentabilidade e assim estamos em sinergia com o Comitê Organizador”, ressaltou Denise.
Para Carlos Nuzman, presidente do Comitê Organizador Rio 2016, “exemplos de sustentabilidade são um dos grandes legados dos Jogos”. Ele destacou que o Comitê Olímpico Internacional tem enorme preocupação com a sustentabilidade, que é um dos pilares da própria construção dos Jogos Olímpicos e lembrou que uma de suas medidas quando assumiu a presidência do Comitê Olímpico do Brasil, ainda em 1995, foi criar uma Comissão de Meio Ambiente, “que teve sua primeira reunião sob uma árvore do Jardim Botânico”.
A importância da sustentabilidade, de ser seletivo com relação a consumo e descarte, “tem tudo a ver com o astral Olímpico”, segundo a representante da PNUMA. “Temos uma boa oportunidade com os Jogos, porque as pessoas estão mais relaxadas, se divertindo, e assim, mais abertas a novas ideias”, ressalta Denise Hamu.
Tânia Braga, gerente-geral de Sustentabilidade do Comitê Rio 2016, falou sobre a campanha de engajamento de anfitriões e viajantes, através do site Passaporte Verde e do aplicativo, para um turismo mais sustentável. “Temos pesquisas que mostram que o viajante ainda gasta três vezes mais água em hotéis do que gasta na própria casa, ou o dobro de luz”, exemplificou. “Queremos reduzir esse impacto, criando consciência de comportamento mais responsável, mostrando uma forma divertida e responsável de viajar”.
Daí as dicas, que vão desde a mala mais leve – para ajudar até na economia de combustível de carros – até as caminhadas e a utilização de garrafinhas e sacolas reaproveitáveis durante os passeios, chegando à economia de baterias de celular (quando carregados, se continuam na tomada, gastam até cinco vezes mais de energia do que a necessária inicialmente).
Além da plataforma online, de parcerias para capacitação, acordos com áreas de hotelaria e alimentação, os Jogos Olímpicos também renderão eventos. Um deles, que está sendo planejado por Samyra Crespo, presidente do Jardim Botânico “e primeira mulher no cargo em 207 anos”, como observou, será o plantio de árvores por atletas brasileiros que conquistarem medalhas Olímpicas. “Ainda vamos montar nossa programação para o período dos Jogos, porque terá de ser em acordo com o Jockey Club Brasileiro, que fica aqui ao nosso lado. Também queremos participar dos Jogos, recebendo eventos, recebendo delegações”, afirmou Samyra.