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Um mundo novo

Pai e filha, Ziraldo e Daniela Thomas conduziram tocha Olímpica em Ilha Grande

Por Elis Bartonelli e Evandreia Buosi

Lugar que família escolheu há mais de 40 anos já inspirou escritor em livro e agora dá inspiração para uma das diretoras criativas da Cerimônia de Abertura dos Jogos

Pai e filha, Ziraldo e Daniela Thomas conduziram tocha Olímpica em Ilha Grande

Toda a família foi prestigiar a passagem da chama pelas mãos da dupla (Foto:Rio2016/Marcos de Paula)

Pai e filha, Ziraldo e Daniela Thomas conduziram nesta quinta-feira (28) a tocha Olímpica Rio 2016 em Ilha Grande, lugar paradisíaco, que pertence ao município de Angra dos Reis (RJ), destino que a família escolheu há 43 anos, quando o cartunista, dramaturgo e escritor construiu uma casa por lá.

“A relação do animal com a sua cria é a mais poderosa do mundo. Um pai e um filho, uma mãe e uma filha, a cria e o criador. Esta é a forma de amizade mais profunda que existe”, definiu Ziraldo sobre a relação com um de seus outros “filhos”, O Menino Maluquinho, sua obra mais emblemática.  

Meninos e homens feitos se vestiram de Menino Maluquinho para homenagear Ziraldo (Foto:Rio2016/Marcos de Paula)

Ao lado de Fernando Meirelles e Andrucha Waddington, Daniela é uma das diretoras criativas da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que acontece em 5 de agosto, no Maracanã.  A cineasta, dramaturga, cenógrafa e iluminadora disse que Ilha Grande foi uma das suas inspirações para a cenografia.

“Este lugar, esta floresta, estas praias e este mar fazem parte do meu DNA. Bastante disso vai estar na Cerimônia de Abertura dos Jogos. Comecei a trabalhar no evento há dois anos, mas posso dizer que dei o ‘start’ na competição hoje”, disse ela.

A diretora confessa ansiedade com a proximidade do evento, que vai ser assistido por 3 bilhões de pessoas, mas garante que o trabalho intenso valerá a pena. “Hoje, é a largada para a cerimônia. Estou apavorada e, ao mesmo tempo, feliz. Está tudo muito lindo”, comentou.

Pai e filha foram tietados durante a condução da chama (Foto: Rio2016/Marcos de Paula)

Ilha Grande também já serviu de inspiração para Ziraldo. Escritor de mais de cem livros, ele admite não lembrar se algum deles nasceu no lugar, mas se recorda que já criou desenhos para uma publicação especial.

“Eu ilustrei um livro do Carlos Drummond de Andrade chamado O Pipoqueiro Da Esquina. Fiz os desenhos todos aqui, na mesa grande da varanda da minha casa”, contou.

A participação de pai e filha no revezamento levou a família toda à Ilha Grande. Filhos, netos, sobrinhos do escritor foram conferir de perto a passagem da chama Olímpica pelo lugar.

“A família está honradíssima com a deferência. É uma das aventuras mais emocionantes da minha vida atravessar um trecho dessa ilha com a tocha passando pelas minhas mãos e pelas mãos da minha filha. E a ilha tem muita história para contar. Aqui foi um dos primeiros lugares em que os portugueses se instalaram quando chegaram ao Brasil. Além de tudo, o entorno é lindo, tem praias que não acabam mais. Isso justifica a passagem da tocha por aqui”, explicou ele.

 

 

O legado da realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, segundo Ziraldo, será visto a curto e longo prazo. Para ele, a capital fluminense fica enriquecida com a competição e os cariocas, com a autoestima fortalecida. A ligação do escritor com o esporte é antiga. Foi por uma questão de centímetros que o Brasil não perdeu um ícone da sua cultura para ganhar um atleta.

“Jogava basquete muito bem. Meu sonho era ser jogador, mas eu não cresci. Tentei inventar várias categorias para a modalidade, como no boxe, mas não deu. Tinha 1,78m, agora estou com 1,75m. Ano que vem vou diminuir mais um centímetro, até chegar aos 90 anos com 1,60m”, brincou.

Além de incentivador dos Jogos, Ziraldo é um fã da competição. Ele promete passar o período entre 5 e 21 de agosto vidrado na TV.

“Sou a garantia total de assistir às disputas. Vejo tudo. Já avisei para todo mundo: ‘Quando começarem os Jogos, não me liguem, nem me convidem para nada’. Estou dedicado”, frisou.

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