Ouro escondido: relembre momentos históricos do basquetebol Olímpico em jogos da fase de classificação
Ainda há ingressos para sessões de basquetebol feminino e masculino: e aqui você confere por que pode estar perdendo a partida da sua vida
Ainda há ingressos para sessões de basquetebol feminino e masculino: e aqui você confere por que pode estar perdendo a partida da sua vida
As fases de classificação Olímpica do basquetebol reservam grandes emoções aos espectadores (Getty Images/Doug Pensinger)
A história dos Jogos Olímpícos não é escrita apenas por finais e jogos eliminatórios. Nos esportes coletivos, por exemplo, vários confrontos da fase de grupos escrevem páginas importantes, produzem momentos inesquecíveis e marcam gerações de fãs. O rio2016.com selecionou alguns jogos de basquetebol que, mesmo não valendo medalha, serão lembrados por muito tempo. Confira:
Argentina 83 X 82 Sérvia, em Atenas 2004
Comandada por Manu Ginobili e com uma geração privilegiada, a Argentina conquistaria a medalha de ouro na Grécia. A vitória na estreia, contra Sérvia e Montenegro, foi fundamental para o título. O confronto tinha sabor de revanche, já que em 2002 os dois rivais (a Sérvia ainda sob o nome de Iugoslávia) haviam se encontrado na final do Mundial. Naquela ocasião, a vitória iugoslava veio apenas na prorrogação. Em 2004, o fim do jogo foi igualmente emocionante, mas com desfecho diferente. A 3,8 segundos do fim o jogo estava empatado em 81 a 81, quando a Sérvia sofreu falta e passou a frente por um ponto, convertendo um lance livre. Mas ainda havia tempo para a virada: após uma bela arrancada, Alejandro Montecchia serviu Ginobili, que mostrou quem seria o craque daquele torneio. A cesta e a comemoração, com o time inteiro amontoado no chão sobre Manu, marcaram os Jogos Olímpicos e a história do esporte argentino.
Espanha 85 x 75 China (prorrogação), em Pequim 2008

Campeã mundial masculina em 2006, a Espanha precisou dar o melhor de si diante do time dos anfitriões em Pequim 2008. Os ânimos estavam acirrados por conta de uma foto coletiva dos espanhóis fazendo o gesto de puxar os olhos, encarado por muitos chineses como uma provocação. No jogo, os chineses se impuseram e chegaram a abrir 13 pontos de vantagem, levando a torcida ao delírio. No fim, porém, a Espanha mostrou todo o seu jogo de campeã mundial e empatou a partida. A seis segundos do fim, teve a chance de virar, mas uma bandeja errada de Rudy Fernández levou o jogo para a prorrogação. E aí, finalmente, a muralha da China ruiu e prevaleceu o talento do craque Pau Gasol, que anotou 29 pontos para a Espanha na partida.
Porto Rico 92 x 73 EUA, em Atenas 2004

Uma coisa é derrotar uma seleção americana de basquete em Jogos Olímpicos. A outra é bater por 19 pontos, feito dos porto-riquenhos, liderados por Carlos Arroyo, que quebraram uma série invicta de 24 partidas dos EUA em Jogos Olímpicos. Tim Duncan, Allen Iverson e Lebron James estiveram em quadra, mas em momento algum conseguiram impor seu jogo. No intervalo, Porto Rico já vencia com 22 pontos de diferença. A derrota, logo na estreia, foi um prenúncio do “desastre” americano, que terminou com o bronze em Atenas.
EUA 106 x 94 França, em Sydney 2000

Antes de fazer a final, as duas melhores seleções dos Jogos Olímpicos de 2000 se enfrentaram na última rodada da fase de grupos em um duelo de alto nível, mas que em nenhum momento chegou a mostrar-se complicado para os americanos. Essa partida, no entanto, é sempre lembrada por uma cesta espetacular, considerada por muitos a melhor enterrada de todos os tempos. Os EUA já tinham aberto 15 pontos de vantagem quando Vince Carter, que só havia sido convocado por conta de um desfalque de última hora, aproveitou um contra-ataque para entrar na história. Ao projetar-se, voou por cima da cabeça do francês Fréderic Weis, de 2,17m, em um lance impressionante.
EUA 127 x 83 Brasil, em Barcelona 1992
O histórico Dream Team teve várias atuações impecáveis e cintilantes. Mas contra o Brasil, a performance individual de Charles Barkley atingiu índices incomuns de excelência: 30 pontos, oito rebotes e quatro roubadas. Foi um show dentro de outro show – azar do time brasileiro que, mesmo liderado por Oscar, não conseguiu impedir a derrota por placar elástico.
Brasil 58 X 54 URSS, em Roma 1960

Uma das vitórias mais significativas do basquete brasileiro, que então vivia seus anos dourados, aconteceu no segundo jogo do Jogos Olímpicos de 1960. Um ano antes, no Chile, a brilhante geração de Wlamir e Amaury tinha chegado ao título mundial batendo grandes adversários, como os EUA. Faltava ainda a vitória sobre a União Soviética, um dos grandes times da época, que havia eliminado a seleção brasileira de outros dois Mundiais. Em Roma, o timaço treinado por Kanela provou ser capaz de derrotar os poderosos soviéticos, se impondo por 58 a 54. Na segunda fase, porém, sofreu a revanche e caiu por 64 a 62. Acabou voltando apenas com o bronze, mas com um triunfo histórico no currículo.
França 74 x 70 Austrália (prorrogação), em Londres 2012
A Austrália vinha de duas medalhas de prata e, desde 1996, só perdia para os EUA em confrontos pelos Jogos Olímpicos. A França apresentava sua melhor geração no basquete feminino. As duas equipes alternaram forças em um jogo de alto nível: a França chegou a abrir 13 pontos de vantagem, as australianas ficaram oito pontos a frente em outro momento. A três segundos do fim, porém, a vitória francesa parecia selada. Mas, no último momento, uma cesta inacreditável de Belinda Snell, de antes do meio da quadra, levou o jogo para a prorrogação. O lance, belíssimo, figura em todas as listas de grandes arremessos de basquetebol feminino. No entanto, no tempo extra, a França garantiu o triunfo. As australianas, lideradas pela craque Lauren Jackson, ainda conquistariam o bronze. A França chegou à final e, após derrota para os EUA, levou uma inédita medalha de prata.
Brasil 82 X 68 Rússia, em Atlanta 1996

Em 1992, o ouro no basquetebol feminino tinha ido para as atletas de ex-repúblicas soviéticas, que competiram como Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Boa parte dessas medalhistas formava o time da Rússia que esteve em Atlanta 1996, duríssimo adversário para a geração de Hortência, Paula, Janeth, Marta e Alessandra. O confronto pela segunda rodada foi importante para mostrar que as brasileiras tinham todas as condições de buscar uma medalha Olímpica até então inédita. Impuseram seu jogo e administraram a vantagem cômoda sem sustos. Foi o segundo passo na arrancada para a histórica medalha de prata, melhor resultado do basquetebol Olímpico brasileiro em todos os tempos.
Você também pode conferir as partidas da fase de classificação do basquetebol: basta acessar o portal de ingressos Rio 2016 e garantir suas entradas.