Os destaques da primeira semana do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016
A chama mobilizou o Brasil e revelou personagens inesquecíveis
A chama mobilizou o Brasil e revelou personagens inesquecíveis
Foto: Rio 2016/Fernando Soutello
O Revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 está apenas no sexto dos seus 95 dias, mas já revelou personagens marcantes, entre condutores e pessoas que vibraram com a passagem da chama por suas cidades. Condutor do terceiro dia, João Paulo Nascimento, de 25 anos, caiu de sua cadeira de rodas na passagem da chama Olímpica. O fato repercutiu nas redes sociais pelo fato de ele ter se levantado. Relembre essas histórias.
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'Quando dei impulso, um rapaz me segurou'
Portador de uma deformidade chamada geno valgo, João Paulo Nascimento, de Anápolis (GO), é jogador de basquete em cadeira de rodas, apesar de não precisar dela no seu cotidiano, pelo nível leve de sua deficiência. Uma ruptura de ligamentos no joelho durante sua adolescência colaborou com o desenvolvimento da sua patologia. João conduziu a tocha na cadeira em que pratica o esporte. Filho de um bicampeão brasileiro da modalidade, João Maranhão, João Paulo já jogou na Espanha e na Alemanha e também defendeu a Seleção Brasileira. No fim de sua condução, ao tentar uma manobra de ficar apenas com uma das rodas no chão, o atleta caiu (veja na foto acima). Ele mesmo explicou: “Foi muito bom, meu pai de cadeira e minha mãe chorando. Fiquei orgulhoso de representar meu povo. Só não deu muito certo a manobra de ficar numa roda só. Poucas pessoas no mundo conseguem fazer. Eu sempre faço, em palestras ou durante os jogos. Achei que eu não tinha prendido direito o cinto, mas vi que quando dei o impulso um rapaz me segurou, e por isso caí”, contou.
Representação emblemática de luta indígena

(Foto: Rio 2016/André Mourão)
Representando os primeiros habitantes do Brasil, Kamukaiká Lappa, da etnia Yawalapíti, foi um dos escolhidos para conduzir a tocha Olímpica em Brasília. Atleta de Huka-Huka, um estilo de luta indígena do Alto Xingu, ele recebeu a chama no Memorial dos Povos Indígenas.
Tochão roubou a cena e conseguiu ser condutor
Logo no segundo dia, a tocha Olímpica ganhou um “sósia” em Corumbá de Goiás. Lúcio Monteiro vestiu-se de tocha e roubou a cena quando o revezamento passou pela cidade. “Sou maratonista e corri a São Silvestre desse jeito", contou o dentista, carinhosamente apelidado de Tochão, que acabou conseguindo ser condutor. Com uniforme oficial, correu com a tocha em Uberlândia. "Não poderia ficar de fora da maior competição do planeta".

(Fotos: Rio 2016/André Luiz Mello)
História através de Frei Marcos em Goiás
Patrimônio da Humanidade, Cidade de Goiás encanta seus visitantes com sua história e tradições. Uma das mais fortes é a cerâmica, criada a partir de referências indígenas. Em 1977, os artesãos formam uma associação e Frei Marcos, um dos condutores da chama Olímpica, foi o fundador.

(Foto: Rio 2016/Eduardo Scofano)
Som na guitarra. Ooops! Na tocha
Engenheiro de 42 anos e mestre pela USP, Fausto Carraro é campeão brasileiro de Air Guitar e está entre os 10 melhores do mundo na arte de dedilhar uma guitarra imaginária. É claro que ele não poderia deixar de fazer um solo com a tocha Olímpica ao conduzi-la em Goiânia.

(Foto: Rio 2016/André Mourão)
Várias gerações em uma só personagem
Outro destaque da Cidade de Goiás foi Maria Antonieta Ramos Jubé Carneiro, que, aos 80 anos, tornou-se popular no Facebook ao postar fotos da cidade com textos sobre a história local. “Como eu fotografava e tenho curso de história, sei tudo o que aconteceu, em cada edifício, em cada lugar. Cada coisa que eu fotografava, narrava a história”, contou a condutora.

(Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)
Bela cena: condução da tocha em balão emociona

(Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)
Em Pirenópolis, Zezé Di Camargo e Luciano se sentiram nas nuvens ao conduzir a tocha Olímpica em sua cidade natal. Mas eles não chegaram tão alto quanto Lupércio Barros Lima, que abandonou a vida corporativa em 2008 para viver sua verdadeira paixão: o balonismo. Foi a bordo de um balão que ele conduziu a tocha Olímpica pelo céu goiano.

(Foto Rio 2016/ Fernando Soutello)
A chama passeia em carro de boi
Antonio Caldas é escritor e fundador da Academia Itaberina de Letras. Mas foi como um apaixonado pelas tradições locais que ele conduziu a chama Olímpica pelas ruas de Itaberaí, a bordo de um carro de boi. “Cultura da nossa terra”, ressaltou orgulhoso.

(Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)
Uma viagem a Roma passando por Trindade
Trindade promoveu uma volta no tempo para saudar a chama Olímpica: moradores usaram as tradicionais roupas de romanos, com que recebem os peregrinos do Festa do Divino Pai Eterno, realizado no primeiro domingo do mês de julho de cada ano.

(Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)