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Um mundo novo

Qual a sensação de chegar quase em último e ser o mais procurado pela imprensa?

Por Rio 2016/André Naddeo

Nadador sírio Rami Anis, do Time Olímpico de Refugiados, ficou muito longe de uma vaga nas semifinais dos 100 metros livres. E foi o mais requisitado

Qual a sensação de chegar quase em último e ser o mais procurado pela imprensa?

Rio 2016/André Naddeo

Segunda bateria dos 100m livre da natação masculina. Uma das provas mais nobres dos Jogos Olímpicos. Na raia 1, o anúncio: “Participando pelo Time Olímpico de Refugiados, Rami Anis”. Aplausos e mais aplausos no Parque Aquático Olímpico. Praticamente um Michael Phelps em popularidade, não fosse o seu tempo de classificação: 54s25. E o 56º lugar entre 59 competidores. Bem longe, pois, de uma vaga para a semifinal. 

“Eu estava com um pouco de medo e um pouco tenso antes da minha prova, mas ao mesmo tempo eu sempre tive a coragem e a certeza de que esta prova é a preparação para a minha especialidade, que são os 100m borboleta”, explicou o nadador sírio, do alto de um banco onde poderia ser enquadrado pelas diversas câmeras que o tinham como alvo. 

Rami Anis (de verde): foco são os Jogos Tóquio 2020 (Foto: Getty Images/Al Bello)

Entre o setor destinado aos jornalistas nas tribunas e a zona mista de entrevistas com os atletas, o caminho é rápido. Longa foi a espera para a chegada de Amis - enquanto o australiano Kyle Chalmers (47s90) e o norte-americano Caeleb Dressel (47s91) já haviam conversado com toda a imprensa e voltado aos vestiários, o membro do TOR passava de box em box atendendoa a todos. Pacientemente. Foi o último a deixar o local após as eliminatórias dos 100m livre. 

“É maravilhoso pode ser a estrela de um evento como esse, no qual os refugiados tenham chamado tanta atenção”, responde ao Rio2016.com, sobre o fato de como é dar tantas entrevistas e ser o grande foco da imprensa, mesmo não tendo sequer se classificado às semifinais. 

Nadador ainda vai competir nos 100m borboleta, sua especialidade (Foto: Getty Images/Clive Rose)

“Meu foco é Tóquio 2020”, repetiu, sobre o fato de usar os Jogos Rio 2016 como uma forma de experiência curricular, além da importante mensagem que passa em meio à maior crise humanitária no mundo desde a Segunda Guerra Mundial. “Eu quero passar a melhor imagem possível dos refugiados, dos sírios, de todas as pessoas que sofreram injustiças no mundo. E eu quero falar para eles não perderem a esperança, que sigam em frente”.

Rami Anis volta à piscina na próxima quinta-feira para a bateria eliminatória dos 100m borboleta. Até lá, além de continuar treinando, ele espera ter a oportunidade de se encontrar ao vivo com quem ele diz ser “um ídolo de verdade”. “O Michael Phelps é minha referência, espero encontrá-lo e tirar uma foto com ele”, disse, vivenciando cada momento “deste sonho do qual eu não quero acordar tão cedo”. 

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