Novo infográfico retrata interesse do público no revezamento da tocha Olímpica
Rio 2016 colabora com Google News Lab para criar ferramenta de storytelling interativo
Rio 2016 colabora com Google News Lab para criar ferramenta de storytelling interativo
Visualização indica a rota e as perguntas mais frequentes sobre a tocha Olímpica (Google/Reprodução)
O que acontece se a chama Olímpica se apaga? Como é a viagem da tocha Olímpica? Como ficará o trânsito durante a passagem do revezamento?
Essas são algumas das pesquisas mais frequentes sobre o revezamento da tocha Olímpica que pessoas ao redor do mundo têm feito no Google hoje. As perguntas mais populares sobre o revezamento são publicadas em uma plataforma de visualização interativa, desenvolvida pelo Google News Lab na Califórnia.
“É um retrato fascinate do que as pessoas estão pensando naquele momento”, diz Simon Rogers, editor de dados do Google News Lab. “As pessoas realmente querem saber tudo sobre a tocha - onde ela foi feita, quem a criou e por aí vai.”
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Todo dia a plataforma atualiza a lista de perguntas mais buscadas mundialmente, oferecendo um histórico dos temas de destaque ao longo dos 95 dias de revezamento da tocha. “As perguntas mudam a cada dia”, conta Rogers. “No dia em que Muhammad Ali morreu, as pessoas queriam saber quando ele havia conduzido a tocha”. (Foi nos Jogos Atlanta 1996).
O infográfico compara buscas em todo do mundo com buscas na região do Brasil onde a tocha está passando naquele dia. “No Brasil, as perguntas em geral são bem regionais: como a tocha vai afetar o trânsito da minha cidade, quando ela vai passar perto da minha casa”, ele explica. Além de mostrar as tendências de busca no Google, a plataforma indica a localização atual da tocha em um mapa do revezamento, e acompanha o progresso do revezamento em uma linha do tempo. O código por trás do infográfico é aberto.
Anfitriões dos Jogos, os brasileiros são os que mais têm demonstrado interesse no tema em todo o mundo no último mês. Outros países que se destacam em termos de volume de busca são a Grécia (onde o revezamento da tocha começou), Japão (que será país-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2020) e o Reino Unido (que receberam os Jogos em 2012).

À medida que os Jogos Rio 2016 se aproximam, a equipe de Rogers tem trabalhado em outras plataformas de visualizações para aproveitar o crescimento no volume de busca nos Jogos Olímpicos. “Teremos uma plataforma para as Olimpíadas que coletará dados fascinantes de todas as partes do Google com foco em como as pessoas estão fazendo buscas sobre cada atleta e esporte”, ele adianta.
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Da mesma forma, a equipe editorial do Rio 2016 está apostando no potencial de visualizações interativas como uma ferramenta de storytelling. “Um de nossos objetivos é que espectadores que não estejam fisicamente no Rio possam ter uma experiência Olímpica imersiva”, diz Adriana Garcia, diretora de comunicação do Rio 2016. “Storytelling interativo - seja via realidade virtual, visualização de dados ou outras ferramentas - é o caminho para chegar lá”, conclui.
Mariana Santos, a jornalista que coordenou a criação da visualização interativa publicada pelo Google News Lab, virá ao Rio de Janeiro para contribuir com a iniciativa de storytelling interativo do Rio 2016. “Uma imersão completa na redação do Rio 2016 nos permitirá contar histórias à medida que elas aconteçam, especialmente aquelas ricas em dados com os quais possamos engajar e informar os amantes do esporte”, ela afirma.