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Um mundo novo

Novo Bolt, novo Phelps? Nada disso: "Sou a primeira Simone Biles"

Por Denise Mirás Atualizado em 11/08/2016 — 23H21

Depois de levar a ginástica artística a um patamar muito alto nos últimos anos, americana ganha o ouro da competição que aponta a melhor das melhores

Novo Bolt, novo Phelps? Nada disso: "Sou a primeira Simone Biles"

Simone Biles, consagrada pelo público brasileiro na Arena Olímpica do Rio (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Bom saber que Simone Biles estava “morrendo de fome” depois de confirmar na Arena Olímpica do Rio que a ginástica artística feminina alcançou um outro patamar com ela. Assim dá para acreditar que a garota é deste planeta. Biles e Alexandra “Aly” Raisman somaram mais um ouro e uma prata para os Estados Unidos, na competição individual geral. A russa Aliya Mustafina assimilou bem o bronze, quase saindo no lucro depois de vários problemas com lesão e tendo Simone Biles como adversária.

“Não sou o próximo Usain Bolt, nem Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles”, falou, sobre seu recém-adquirido status de celebridade Olímpica, após receber um abraço da técnica-chefe da ginástica americana, Martha Karolyi, que se despede do cargo no Rio 2016. “A Martha só me disse: ‘Você conseguiu! Quando você ainda era uma criança, não tinha certeza sobre você na ginástica. E agora é campeã Olímpica!’…”

A “era Biles”, no entanto, não começou agora, mas há três anos, no Mundial de 2013, na Bélgica. De lá para cá, são dez ouros em Mundiais, fora duas pratas e dois bronzes. Agora, em sua primeira edição dos Jogos Olímpicos, já tem o ouro por equipes e o ouro da prova mais completa de todas – a classificação geral individual. Números impressionantes para uma atleta de 19 anos.

“Eu simplesmente faço a minha ginástica... Sinto que fiz meu trabalho, nesta noite. Finalmente fiz o que tinha de fazer. É quase irreal, quando penso como tudo aconteceu", diz Simone, com simplicidade.

Perto dos voos muito altos e da velocidade das piruetas de Simone Biles, as outras ginastas parecem não oferecer concorrência. Aly conseguiu ganhar o público com sua música russa no solo (disse que foi escolhida justamente porque é conhecida pelo público Olímpico, que é internacional) e já terminou a apresentação chorando. Ela tinha o ouro desse aparelho de Londres 2012, assim como o bronze da trave. Simone teve de pedir a ela para parar, antes que perdesse a concentração. No final, chorando abraçadas, Aly disse ter sentido como se as duas tivessem ganho o ouro. Comentou que existe muita confiança entre elas e que tem em Simone uma irmã.

Americanas Simone Biles e Aly Raisman comemoram juntas o ouro e a prata dos Estados Unidos (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Para Aliya Mustafina, o segundo bronze Olímpico no individual geral foi motivo de alegria, depois de tantas lesões no ciclo Olímpico. No geral, a russa falou que gostou do que conseguiu apresentar e que ficou especialente satisfeita por ter mantido o resultado de Londres 2012.

Das brasileiras, Rebecca Andrade – que aos 17 anos também já sofreu muito com lesões – se disse muito contente pelo 11º lugar em uma primeira edição Olímpica. E também por ter ouvido de Simone Biles que sua performance no salto sobre a mesa “é incrível”. Jade Barbosa, que se machucou logo no início da apresentação do solo, precisou ser levada para a Policlínica da Vila Olímpica para fazer exames.