Nova geração feminina do polo aquático dos Estados Unidos pretende manter tradição nos Jogos Rio 2016
Apenas quatro atletas da equipe campeã em Londres 2012 permanecem no grupo Olímpico. Veteranas dizem que o sangue novo deixa o conjunto forte
Apenas quatro atletas da equipe campeã em Londres 2012 permanecem no grupo Olímpico. Veteranas dizem que o sangue novo deixa o conjunto forte
Time de polo aquático posa na piscina do Botafogo, onde treinou durante esta semana (Rio 2016/Alexandre Loureiro)
Quando se fala da disputa feminina do polo aquático é difícil ignorar os Estados Unidos. As atletas do país são as atuais campeãs Olímpicas e mundiais (sem esquecer de acrescentar as conquistas dos Jogos Pan-Americanos, da Copa do Mundo e da Liga Mundial), mantendo uma forte tradição de estar no pódio a cada edição dos Jogos Olímpicos. E a má notícia para as rivais é que o time está pronto para lançar uma nova geração no Rio 2016.
“Existe uma forte liderança de quatro atletas que estiveram em Londres, mas também temos algumas ótimas jogadoras jovens”, diz a capitã Maggie Steffens, uma das remanescentes do grupo que conquistou a medalha de ouro na Inglaterra há quatro anos. “Temos jogadoras como Ashleigh Johnson no gol, que é uma atleta incrível, e Rachel Fattal, que provavelmente é uma das melhores jogadoras ofensivas do mundo. Também contamos com Kiley Neushul, que é uma grande atleta polivalente. É realmente uma ótima nova geração que tem muita energia e espírito de determinação. É uma mistura animadora".
Steffens e companhia estão no Rio esta semana para um torneio contra algumas de suas adversárias na luta por medalhas no Rio 2016: Holanda, Austrália, China, Brasil e Canadá. As norte-americanas jogaram a primeira partida contra as holandesas nesta sexta-feira (13) na piscina do Mourisco Mar, sede aquática do Botafogo, que oferece uma vista estonteante de pontos turísticos da cidade como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.

“Estar aqui, sentir a energia e o espírito Olímpico do Rio, é inacreditável e realmente importante para nós”, disse Steffens, de 22 anos. Os Estados Unidos ainda precisam confirmar a classificação entre as oito equipes que participarão dos Jogos Rio 2016 no torneio classificatório previsto para março, na Holanda, e a atleta está ciente do desafio. “É uma longa e difícil jornada. Teremos pela frente muita competição, mas queremos chegar lá. A coisa mais importante é focar no quanto a gente pode evoluir. Estabelecemos padrões altos para nós e todos os dias tentamos alcançá-los e superá-los”.
A filosofia descrita acima tem sido vista nas quatro participações norte-americanas nos Jogos Olímpicos: prata em 2000 e 2008, bronze em 2004 e ouro em 2012. “Começa com ter jogadoras talentosas, mas tem muito a ver com uma cultura competitiva de trabalho duro e desprendimento que as atletas adotam, com as mais velhas liderando as mais novas", destaca o técnico Adam Krikorian, que comanda o time desde 2009.
Para Courtney Mathewson, outra das veteranas de Londres 2012, nada virá com facilidade. “Do jeito que o polo aquático está hoje, se a gente se classificar (para os Jogos), nossas chances de vencer são uma em oito”, acredita a atleta, de 29 anos, também integrante do grupo que em 2010 posou para um ensaio fotográfico da ESPN Magazine.

“Foi divertido e deu uma sensação de poder”, afirma Mathewson. “Foi uma celebração das atletas femininas, orgulhosas do que somos e do que nossos corpos suportam para atuar em um esporte de alto desempenho. O polo aquático trabalha o corpo todo, dos pés à cabeça, e mentalmente também. Qualquer pessoa que nada sabe que o corpo é trabalhado na totalidade porque fazemos passes, arremessamos, disputamos a bola, tudo".