Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

No atletismo brasileiro, Jogos Olímpicos são assunto de família

Por Valéria Zukeran

Marilson dos Santos treina ao lado da mulher, Juliana, enquanto Caio Bonfim se prepara com a ajuda dos pais

No atletismo brasileiro, Jogos Olímpicos são assunto de família

Para Marilson, viver o esporte ao lado de Juliana só tem benefícios (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)

No atletismo brasileiro, Jogos Olímpicos são coisa de família. Que o digam o maratonista Marilson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York, e de sua mulher, Juliana dos Santos, que vai competir nos 3 mil metros com obstáculos. Além do casal, o marchista Caio Bonfim também respira o esporte em casa. Ele treina para a prova dos 20km do Rio 2016 sob a supervisão da mãe, a ex-atleta Gianetti Bonfim Sena e do pai, João Sena.

Marilson e Juliana se uniram graças ao atletismo. “A gente se conheceu no alojamento dos atletas em uma competição e começamos a namorar. Em um ano e meio, dois anos, já estávamos casados, foi bem corrido”, brincou Marilson. Para o maratonista, só existem vantagens em treinar ao lado da esposa, ainda que os treinos tomem a maior parte do tempo da dupla. “A gente está feliz de apoiar um ao outro.” Ter uma companheira que entende as exigências do esporte, acredita, faz toda a diferença.

E os Jogos Rio 2016 serão um momento marcante na vida do casal. “Essa será a minha primeira vez, e a última do Marilson, que vai para sua terceira participação Olímpica”, conta Juliana. Segundo a corredora, apesar de competirem em provas diferentes, a presença do marido tem se mostrado fundamental. “Ajuda a lidar com coisas como o estádio lotado, a agitação, a emoção da competição, para que eu não chegue tão nervosa.”

Em casa, a tradição da família continua com o filho Miguel, que durante os Jogos ficará na casa dos avós maternos. “Ele não para. Corre o tempo todo. A gente costuma dizer que faz condicionamento físico com ele”, brinca Marilson.

Confiança

Caio Bonfim considera ser treinado pelos pais um privilégio. “No mundo de hoje, é muito difícil confiar nas pessoas. Então contar com meus pais é ter 100% de certeza de que estão fazendo tudo por amor”, afirma. “A gente costuma se distanciar dos pais quando está crescendo e para mim foi o contrário. Estou cada vez mais perto deles."

Apesar de Caio estar na sua segunda participação Olímpica, João e Gianetti consideram os Jogos Rio 2016 um momento especial. “Que pai ou mãe não gostaria de vivenciar tudo isso?”, pergunta Gianetti. A treinadora foi atleta de marcha atlética, mas não teve a oportunidade de representar o Brasil nos Jogos.

Mário, Caio, João e Gianetti formam a animada 'família marcha atlética' (Foto: Rio 2016/Valéria Zukeran)

Não que discussões entre pais e filho não aconteçam. “Tem horas que o Caio é contestador”, revela Gianetti. “Em algumas ocasiões ele nos desafia. Se ele acha que um treino está muito puxado ou não tem utilidade, ele reclama. Mas a maior qualidade do meu filho é a dedicação: faça chuva ou sol, ele está lá treinando."

Sena diz que o grupo acabou se ampliando: o atleta Mário Gaudino foi adotado pelos Gianetti. “Somos a família marcha atlética”, diz ele.  “A esperança é de que o Brasil faça um bom papel e, quem sabe, inicie uma nova tradição no atletismo brasileiro, que nunca teve um medalhista na prova."