Neymar vira 'presidente' na seleção e quer usar influência para conduzir jovens ao ouro inédito
Ídolo dos próprios companheiros de time, atacante conquista respeito com talento, títulos e muita personalidade
Ídolo dos próprios companheiros de time, atacante conquista respeito com talento, títulos e muita personalidade
Experiência da prata em Londres 2012 deixou lições, mas não amedronta Neymar (Foto: Mowa Sports/Lucas Figueiredo)
Virou tradição na seleção brasileira atribuir a um jogador a alcunha de 'presidente’. A expressão remete tanto ao currículo e ao talento do atleta quanto à personalidade. Neymar, o melhor e mais influente jogador de futebol brasileiro, é hoje o dono da faixa. Assim, é o único que passa incólume às brincadeiras e provocações habituais entre os atletas. Afinal, "não se brinca com o presidente", como deixou claro o volante Thiago Maia nos treinos da seleção Olímpica em Teresópolis, de olho nos Jogos Rio 2016.
Aos 24 anos, Neymar é um tanto precoce no cargo. Mas seu protagonismo na seleção o elevou à posição de ídolo até mesmo dos próprios companheiros. “Não me sinto presidente, nem intocável”, disse o jogador em entrevista coletiva na concentração do time. “Já estive onde eles estão, que é estar começando e encontrar um ídolo na seleção. Por isso, sempre procuro deixá-los à vontade, brincar com eles qualquer tipo de brincadeira, para que me vejam não só como ídolo, mas como companheiro de equipe também.”
Neymar em ação contra o México na final de Londres 2012: lição (Foto: Getty Images/Jeff J Mitchell)
Veja na íntegra a coletiva de Neymar
Presidência, porém, não garante a tarja de capitão, que o técnico Rogério Micale ainda não definiu com quem ficará. “Não é coisa que me preocupa”, afirma Neymar. “Todos ali têm o direito de falar, expor seu pensamento pelo bem da equipe”.
Capitão ou não, o 'presidente' diz entender sua condição de protagonista. Sobretudo num time Olímpico, com apenas três atletas acima dos 23 anos (Neymar, Fernando Prass e Renato Augusto). “Por isso chamo a responsabilidade: quero tirar isso das costas dos meus companheiros. Quero deixá-los tranquilos e felizes para jogar futebol.”
A experiência em Jogos Olímpicos ajuda a fortalecer a liderança e a influência de Neymar, que relembra a derrota na final diante do México em Londres 2012. “Qualquer detalhe pode ser fatal. Na final de Londres começamos o jogo praticamente perdendo de 1 a 0, tomamos um gol aos 40 segundos. Se não estiver ligado o jogo inteiro você pode ser surpreendido”.
Com bagagem, respeito dos colegas e talento, Neymar quer agora conseguir o que nenhum outro jogador brasileiro conseguiu: o ouro Olímpico: “Espero me igualar aos grandes campeões Olímpicos. E que eu possa, não só eu, mas toda a equipe, fazer história”.
Nos bastidores, Neymar continua suas experimentações Olímpicas. Na mais recente, testou suas habilidades no golfe. Confira: