Neymar focado no Rio 2016: “Só penso na dourada”
Jogador recorda medalha de prata em Londres 2012 e diz que meta agora é ir além, em busca do único título que falta ao futebol brasileiro
Jogador recorda medalha de prata em Londres 2012 e diz que meta agora é ir além, em busca do único título que falta ao futebol brasileiro
Neymar quer encontrar Usain Bolt, mas se preocupa em não perder o foco no desempenho da seleção (Foto: Getty Images/Buda Mendes)
A febre Olímpica pegou de jeito o jogador de futebol mais popular do Brasil. Encerrada a temporada na Europa e após curtir as férias, Neymar diz estar focado nos Jogos Rio 2016. “É um título que falta para mim e para o futebol brasileiro. Temos a responsabilidade de conquistar, principalmente porque jogaremos em casa”, disse o jogador à revista Isto É.
O torneio Olímpico não é algo novo para Neymar, que em Londres 2012 conquistou a medalha de prata - o Brasil perdeu a decisão para o México. “Ser medalhista Olímpico é um privilégio. Tenho uma de prata, mas agora só penso na dourada. Falta também uma Copa do Mundo", disse o atleta do Barcelona, da Espanha.
Também veterano de Mundial, Neymar diz entender bem as diferenças entre as duas competições. “A Copa do Mundo mostra a força do futebol, um só esporte, enquanto os Jogos Olímpicos têm a característica de unir todas as nações e todos os esportes”, compara. “Minha experiência em Londres foi muito boa. Eu me senti mais um ali, no meio de tanto craque em tanto esporte, e isso é muito legal."
E ele mostra que até ídolos têm seus ídolos. “Adoraria tietar atletas da NBA ou do atletismo. Sou muito fã do Usain Bolt. Mas, como falei antes, o objetivo no Rio é a medalha de ouro, e precisamos estar 100% concentrados durante os Jogos."
Neymar sabe que, apesar de ter 24 anos, será uma referência para a maior parte dos atletas do grupo Olímpico. O técnico Rogério Micale disse ao Rio2016.com que a experiência adquirida há quatro anos pelo atacante será fundamental para toda a equipe nos momentos decisivos. “Sei das minhas responsabilidades e sei que, para muitos desses jovens, já sou uma referência. Principalmente dentro de um grupo Olímpico, com atletas mais jovens. Tento ajudar com minha experiência, mas também aprendo muito com eles”.
A experiência da Copa do Mundo 2014, em especial a derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1, jogo do qual não participou por contusão, é assunto inevitável. “A vitória ensina menos, porque todo mundo passa a mão na sua cabeça. Mas, quando a gente perde, vem uma força lá de dentro, um negócio que nem sei explicar, mas que dá ainda mais vontade de ganhar. E é isso que estou sentindo."