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Um mundo novo

Nadador refugiado, vítima da guerra da Síria, é escolhido como condutor da tocha

Por Rio 2016

Ibrahim Al-Hussein diz que representa os expatriados do mundo ao conduzir símbolo Olímpico da paz na Grécia, país que o acolheu

Nadador refugiado, vítima da guerra da Síria, é escolhido como condutor da tocha

O atleta perdeu parte da perna direita em conflito no seu país (UNHCR/Yorgos Kyvernitis)

A Agência da ONU para Refugiados (UNHCR) anunciou nesta sexta-feira (22) o nome do expatriado que vai conduzir a Tocha Olímpica Rio 2016 na próxima terça-feira (26). Ibrahim Al-Hussein, sírio que atualmente vive em Atenas, carrega a chama Olímpica no centro de refugiados e migrantes de Eleonas, na capital grega.

O ato simbólico tem o objetivo de "mostrar solidariedade aos refugiados em uma época na qual milhões de pessoas estão fugindo da guerra e da perseguição no mundo todo", segundo um artigo no site da UNHCR. O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a ideia em janeiro durante uma visita ao centro. Além disso, o COI também vai convocar um time especial de expatriados para competir no Rio 2016.

O revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 começou nesta quinta-feira (21) após o acendimento da chama em Olímpia, na Grécia. Após sete dias naquele país e uma visita à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Museu Olímpico, na Suíça, a tocha começa um tour de 90 dias pelo Brasil, a partir de 3 de maio.

“É uma honra. Imagine como é conseguir tornar realidade um de seus maiores sonhos. Imagine que seu sonho de mais de 20 anos está se tornando realidade”

Ibrahim Al-Hussein, refugiado sírio e condutor da tocha

Quem é Ibrahim Al-Hussein?

Al-Hussein cresceu em Deir Ezzor, na Síria, cidade na fronteira do Iraque, e pratica esportes - natação, basquetebol e judô - desde a infância. O atleta, hoje com 27 anos, sonhava participar dos Jogos Olímpicos quando sua carreira foi interrompida pela guerra. 

Em 2012, ao tentar ajudar um amigo gravemente ferido durante um bombardeio, ele foi atingido por outro explosivo. Sua perna direita precisou ser amputada pouco acima do tornozelo. Ele, então, fugiu para Turquia e logo depois para Samos, uma ilha grega, em 2014 para buscar asilo.

Al-Hussein voltou a treinar e pretende retomar sua melhor forma (Foto: UNHCR/Archilleas Zavallis)


Logo que foi acolhido pela Grécia, Al-Hussein começou a pensar em maneiras de conseguir normalizar sua vida, inclusive praticando esportes novamente. Ele passou a participar de campeonatos para atletas com deficiência, e, atualmente, pratica basquetebol em cadeira de rodas e natação na prova de 50m livre.

“Vou conduzir a tocha por mim, por todos os sírios, pelos refugiados de todo o mundo, pela Grécia, pelo esporte e por meus times de basquete e natação”

Ibrahim Al-Hussein

Apesar das dificuldades, Al-Hussein permanece forte: “Meu objetivo é nunca desistir e sempre seguir em frente. E isso eu vou conseguir conquistar por meio do esporte".

Al-Hussein diz que já está adaptado à vida na Grécia (Foto: UNHCR/Archilleas Zavallis)